- Greg Abel afirmou aos acionistas que a Berkshire Hathaway não será desmembrada, mantendo a operação eficaz e uma equipe de especialistas sólida.
- O CEO disse que pretende investir com sabedoria e explorar oportunidades de expansão, adquirindo empresas públicas ou privadas ou participações, sem abrir mão da longevidade da empresa.
- Abel comentou que a Berkshire encara o momento com foco em tecnologia e IA, apesar da antiga ênfase nos portfólios tradicionais. Buffett acompanhou a fala na primeira fila e elogiou o trabalho dele.
- A Berkshire reportou lucro operacional de US$ 11,35 bilhões no primeiro trimestre, 18% acima do ano anterior, com a empresa mantendo recorde de caixa de US$ 380,2 bilhões ao fim de março.
- O encontro em Omaha registrou público menor que em anos anteriores, com filas menores para as atividades paralelas ao evento principal.
O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, falou aos acionistas na reunião anual em Omaha, Nebraska, anunciando que não pretende desmembrar a companhia. Ele disse que a empresa opera com eficiência e que a equipe de especialistas é sólida, buscando manter o legado sem sufocar a gestão com burocracia. Abel assumiu há 4 meses no posto.
O executivo de 63 anos enfatizou que a Berkshire continuará avaliando oportunidades de expansão, públicas ou privadas, e que investirá com prudência para ampliar o portfólio existente. Ele também destacou que a empresa não pretende favorecer nenhum lado na gestão de capital, priorizando a longevidade da Berkshire.
Warren Buffett, presente na primeira fila, elogiou Abel afirmando que o filho substituto está fazendo o que ele fazia, e até mais. Buffett também voltou a defender a Apple e comentou sobre a atual mentalidade de curto prazo no mercado, mantendo o foco na estratégia de longo prazo da Berkshire.
Desempenho financeiro e desafios
Antes da fala de Abel, a Berkshire reportou lucro operacional de US$ 11,35 bilhões no primeiro trimestre, alta de 18% frente ao ano anterior, com seguras resultando em perdas ante incêndios na Califórnia.
A carteira de ações da Berkshire opera com caixa recorde de US$ 380,2 bilhões ao fim de março, o que levou a majoração de recompras de ações em US$ 234 milhões, primeiras desde 2024.
Analistas destacam que Abel precisa reconquistar investidores que hoje acompanham tecnologias e IA, em meio a operações que incluem seguradoras, varejo e ativos tangíveis nos setores de energia, indústria e manufatura.
Ambiente entre acionistas e experts
Participantes elogiaram a continuidade de governança, conforme Abel reforçou a ideia de manter investimentos para o longo prazo. Também houve menção à decisão recente de um tribunal no Oregon que livrou a unidade PacifiCorp de indenizações por incêndios, reduzindo riscos legais.
Os executivos da Berkshire destacaram que tarifas continuam sendo um ponto a ser resolvido, com clientes e operações buscando ajustes na cobrança. A reunião também contou com demonstrações de atividades de parceiros como a ferrovia BNSF, que integra o portfólio do conglomerado.
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