- Haddad afirmou que os juros no Brasil estão muito altos e poderiam estar mais baixos, citando o impacto da guerra no Oriente Médio e a “guerra do Trump”.
- O Copom cortou a Selic pela segunda vez seguida, em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% na última quarta-feira, 29.
- Haddad disse que a PEC 6X1 é uma demanda dos trabalhadores e defendeu levar ao Congresso a questão da jornada de trabalho.
- O Senado negou a indicação de Jorge Messias ao STF, segundo Haddad, e ele pediu separar os assuntos.
- Sobre as declarações de Aldo Rebelo, Haddad disse lamentar o “derrapo” e ressaltou que o governo Lula teve uma trajetória diferente.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, afirmou que os juros no Brasil estão elevados sem necessidade, mesmo diante de um cenário externo desfavorável. Ele mencionou o impacto da guerra no Oriente Médio e destacou que a taxa poderia já ter recuado mais.
Ao falar em São Bernardo do Campo (SP), durante ato em comemoração ao Dia do Trabalho promovido por centrais sindicais, Haddad ressaltou que a agressão global causada pelo conflito prejudica economias, mas defendeu que a política monetária poderia estar mais baixa. O Copom reduziu a Selic pela segunda vez consecutiva, em 0,25 ponto, para 14,50%.
Economia e agenda legislativa
Haddad comentou sobre possibilidades de novas desgastes no Congresso que possam afetar a tramitação da PEC 6X1, afirmando que a pauta envolve a jornada de trabalho e tem relação com a defesa dos trabalhadores. Ele destacou que o momento exige diálogo com o Legislativo, sem associar os temas de forma inadequada.
Sobre a indicação do advogado-geral da União ao STF, Jorge Messias, o ex-ministro disse que é importante separar as ações. Haddad reconheceu a relevância da pauta trabalhista e manteve o foco na melhoria de condições para os trabalhadores, sem extrapolar a discussão para outros temas.
Observações sobre o cenário político
Questionado sobre uma declaração recente do ex-ministro Aldo Rebelo, Haddad afirmou que lamenta o tom adotado e que Rebelo não estaria acompanhando os indicadores de crescimento. O ex-ministro manteve o tom crítico, mas Haddad disse acreditar na recuperação de estratégias anteriores.
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