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Guerra no Irã eleva barril a US$ 126 e preocupa crise global

Barril atinge US$ 126; risco de recessão global aumenta se permanecer acima de US$ 138 por semanas, com Ormuz fechado e portos iranianos bloqueados

Alta do barril de petróleo eleva risco de recessão, além de pressionar a inflação em todo o mundo
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  • O barril Brent atingiu US$ 126, nível mais alto em quatro anos, após o fechamento do Estreito de Ormuz e o bloqueio a portos iranianos.
  • Pesquisas indicam que, se o preço ficar acima de US$ 138 por algumas semanas, o risco de recessão passa de 50%.
  • Economistas destacam que o petróleo influence praticamente toda a economia, pois quase tudo depende de combustíveis na cadeia de suprimentos.
  • O Irã fechou o Estreito de Ormuz, pela qual passava cerca de 20% do petróleo mundial, elevando o preço do petróleo acima da média de antes da guerra, em US$ 75.
  • Com o bloqueio aos portos iranianos e armazéns quase cheios, analistas estimam que o Irã pode parar de extrair, e a perda de até 1,5 milhão de barris diários pode levar a novas altas.

O preço do barril Brent atingiu US$ 126, o nível mais alto em quatro anos, após o fechamento do Estreito de Ormuz e o bloqueio de portos iranianos. A volatilidade acompanha os sinais de tensão no Irã.

Analistas apontam que o movimento eleva riscos de inflação global e aumenta a probabilidade de recessão se o produto ficar acima de US$ 138 por algumas semanas. A estimativa vem de uma pesquisa com economistas.

A guerra no Irã é o principal motor da alta, com o Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial, sob controle iraniano neste momento. A medida afeta a oferta mundial.

O mercado também observa o impacto do bloqueio dos portos iranianos. Pesquisadores destacam que, com armazenamento praticamente cheio, o Irã pode reduzir a exportação e interromper a produção.

Segundo o analista Patrick de Haan, o petróleo é um insumo essencial para a cadeia de suprimentos global, influenciando transporte, logística e a distribuição de produtos.

Naveen Das, especialista em energia, afirma que a saída de cerca de 1,5 milhão de barris diários iranianos elevaria ainda mais os preços, caso o fluxo permaneça interrompido por mais tempo.

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