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O que muda na vida financeira após a suspensão do consignado pelo TCU

TCU suspende empréstimos consignados e cartões do INSS por risco de fraudes; travas de segurança devem ser comprovadas em 45 dias, com fiscalização em 30 dias

TCU manda INSS suspender consignados até ajustes internos
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  • O Tribunal de Contas da União suspendeu, com efeito imediato, a concessão de novos empréstimos pessoais consignados pelo INSS até que controles internos do sistema eConsignado estejam ajustados, incluindo cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício.
  • A medida visa reduzir riscos de fraudes e danos ao erário, incluindo práticas como consignações para pessoas falecidas, segundo o ministro relator Marcos Bemquerer.
  • O INSS informou que, pela natureza rotativa dos cartões, a fiscalização é limitada e não há visibilidade total sobre faturas, encargos e composição dos pagamentos.
  • A Dataprev deve priorizar demandas antigas e, em até 45 dias, INSS e Dataprev devem apresentar relatório técnico que comprove a eficácia das travas de segurança; Banco Central, INSS e Dataprev têm 30 dias para apresentar alternativas de fiscalização.
  • O Ministério da Previdência Social ainda não foi notificado formalmente, mas afirmou disposição para transparência; a Dataprev reiterou que adotará medidas dentro dos prazos e continua aprimorando sistemas e dados.

O Tribunal de Contas da União determinou a suspensão imediata da concessão de novos empréstimos pessoais consignados pelo INSS. A medida vale até que os controles internos do sistema eConsignado estejam ajustados. Também foi determinada a suspensão de novas concessões de crédito nas modalidades cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício.

O ministro relator, Marcos Bemquerer, apontou risco de danos aos segurados e ao erário. Segundo ele, a falta de controles facilita fraudes como consignações para pessoas falecidas, com base em indícios de práticas abusivas e vazamento de dados de aposentados e pensionistas.

Entre as vulnerabilidades identificadas, o TCU citou o envio de contratos sem documentação mínima e a indicação de contas diferentes do benefício para depósito. O INSS informou ao tribunal que a fiscalização é limitada pela característica rotativa dos cartões e que não há visibilidade sobre a composição das faturas ou o avanço dos encargos.

A decisão reforça a necessidade de fortalecimento de controles. O ministro lembrou a Operação Sem Desconto, que investigou fraudes sistêmicas, e destacou maior opacidade nas operações de cartão de crédito e cartão de benefício. A avaliação aponta que a averbação de descontos sem documentação compromete legalidade e eficiência administrativa.

Prazos para regularização

A Dataprev deve priorizar demandas antigas e, em 45 dias, INSS e Dataprev devem apresentar relatório técnico que comprove a eficácia das travas de segurança. O Banco Central, o INSS e a Dataprev têm 30 dias para propor alternativas de fiscalização.

O Ministério da Previdência Social afirmou ainda não ter sido notificado, mas reiterou compromisso com transparência. A Dataprev informou que adotará as medidas dentro dos prazos e que trabalha no aprimoramento dos sistemas e da segurança dos dados.

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