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Alta de juros é esperada, mas com máxima cautela

BCE mantém cautela diante do choque energético e da inflação, com expectativa de até duas altas neste ano, dependendo da evolução do petróleo

La presidenta de la Banco Central Europeo (BCE), Christine Lagarde, en rueda de prensa tras la reunión del Consejo de Gobierno el 30 de abril.
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  • BCE mantém cautela diante do choque energético, evitando reações rápidas demais para não prejudicar o crescimento.
  • Cenário base aponta inflação da zona do euro em 2026 de 2,6%, com petróleo em 90 dólares no segundo trimestre; cenário extremo prevê petróleo a 145 dólares e inflação de 6,3% em 2027.
  • Mercados aguardam até três altas do BCE neste ano; o Euribor já subiu para 2,747% em abril.
  • Goldman Sachs considera que a crise atual é global e de menor impacto que a de 2022; S&P ressalta ainda vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.
  • Nos Estados Unidos, a Reserva Federal manteve as taxas; analistas avaliam que, se a energia permanecer pressionando, pode haver cortes no fim do ano, conforme avaliações de mercado.

O BCE manteve a ressalva diante da escalada dos preços de energia provocada por fatores geopolíticos, evitando mudanças abruptas na política monetária. Christine Lagarde, presidente do BCE, sinalizou cautela ao lidar com a inflação que deve permanecer elevada no curto prazo, sem abandonar a meta de crescimento.

A inflação na zona do euro tem sido pressionada pelo aumento do petróleo e de seus derivados depois do fechamento do estreito de Ormuz. O BCE avalia cenários que vão desde inflação moderada até pressões mais fortes, sem descartar ajustes futuros caso o quadro evolua de forma desfavorável para o crescimento.

Estrutura de cenário e perspectivas

Analistas estimam dois a três aumentos de juros neste ano, embora haja divergência sobre a magnitude. Goldman Sachs projeta impactos menores da crise energética atual em relação a 2022, com efeitos menos persistentes para a produção europeia.

As divergências entre estratégias regionais aparecem entre EUA e Europa. Enquanto o BCE observa uma inflação que pode superar a meta, o Federal Reserve manteve a taxa estável, com expectativa de ajustes somente caso a inflação reforce o derretimento do crescimento.

A visão de gestores globais diverge sobre o ritmo de aperto. Pimco aponta que o espaço para reajustes é limitado se a energia continuar pressionando preços sem impulsionar o crescimento, o que tende a moderar o ciclo de alta.

Desdobramentos no mercado e próximos passos

O euríbor respondeu às expectativas de alta, refletindo a tendência de aumentos de juros no curto prazo. O cenário é de incerteza quanto à duração do choque energético e seu efeito sobre a inflação ao longo de 2026 e 2027.

Nos Estados Unidos, a taxa básica segue entre 3,5% e 3,75%, com o mercado avaliando a possibilidade de recortes no fim do ano caso o crescimento não se recupere e a inflação recue. A próxima rodada de decisões deverá considerar impactos do conflito regional e da energia.

A expectativa é de que o BCE reavalie as perspectivas na próxima reunião caso haja deterioração adicional do cenário, mantendo a comunicação voltada à preservação do crescimento sem perder o controle da inflação.

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