- Heathrow alerta que guerra no Irã pode reduzir o número de passageiros ainda neste ano, devido à incerteza na região.
- No primeiro trimestre, passaram pelos quatro terminais 18,9 milhões de passageiros, alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, crescimento atribuído à absorção temporária de demanda de outros aeroportos.
- A companhia ressalta que os números para o restante do ano devem ser afetados pela instabilidade no Oriente Médio; fechamentos de espaço aéreo desde 28 de fevereiro impactaram as viagens.
- Cerca de meio milhão de passageiros por dia costumam usar Dubai, Doha ou Abu Dhabi como hub de conexão entre Europa, Ásia e Austrália; com a guerra, muitos evitam voos naquela região.
- Na primeira metade do ano, a receita aumentou 2,3% para £ 844 milhões, impulsionada por crescimento de passageiros, venda de alimentação e bebidas e serviços premium, mas os custos operacionais ajustados subiram 6,5%.
- A diretora financeira Sally Ding afirmou que o aeroporto está “completo” e pronto para avançar com o plano de construção de uma terceira pista, sujeita a o arcabouço regulatório e políticas governamentais.
Heathrow alerta: a guerra no Irã pode reduzir o fluxo de passageiros neste ano
O aeroporto de Heathrow informou que espera que o número de passageiros nos próximos meses seja impactado pela escalada do conflito no Irã. O aviso veio em atualização de resultados, destacando a incerteza no Oriente Médio.
No primeiro trimestre, o movimento foi de 18,9 milhões de viajantes nos quatro terminais, alta de 3,7% na comparação anual. Heathrow disse ter absorvido parte da demanda de outros locais durante o período.
Impacto na demanda e conectividade
O texto aponta que as restrições de espaço aéreo no início do conflito, em 28 de fevereiro, afetaram as viagens. A região concentra hubs de ligação entre Europa, Ásia e Austrália, com cerca de meio milhão de passageiros diários apenas em Dubai, Doha e Abu Dhabi, usados como escalas.
A maior parte do espaço aéreo da região foi reaberta, porém houve abstinência de voos em decorrência da guerra, reduzindo a procura por voos de longa distância.
Desempenho financeiro do grupo
Na prática, as receitas do Heathrow cresceram 2,3% no trimestre, para 844 milhões de libras, impulsionadas por aumento de passageiros, vendas de alimentação e bebidas e serviços premium. Já os custos operacionais ajustados subiram 6,5%, pressionados por salários, pagamentos de seguro social, investimentos em TI e suporte aos passageiros.
A CFO Sally Ding afirmou que a operação está plena e pronta para avançar com o plano de construção de uma terceira pista, desde que haja arcabouço regulatório e política pública adequados.
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