Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cortes de tropas alemãs enviam sinal ruim à Rússia, dizem dois republicanos

Cortes de cinco mil militares na Alemanha geram alerta entre aliados e podem enfraquecer a dissuasão diante da Rússia, dizem dois republicanos

Getty Images A soldier from the US Army in full combat gear stands in the background piloting a drone in a simulated village during the Combined Resolve "Greywolves" exercise at the US military Hohenfels Training Area in Hohenfels, Germany, on Thursday, April 30, 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • Dois senadores republicanos, Roger Wicker e Mike Rogers, criticaram a decisão do Pentágono de cortar cinco mil soldados dos EUA na Alemanha, dizendo que isso pode fragilizar a dissuasão e enviar sinal inadequado a Vladimir Putin.
  • Eles defendem que, em vez de reduzir forças, os militares deveriam ser moveis para mais a leste, fortalecendo a presença na Europa.
  • O Pentágono afirmou que o corte ocorreu após revisão minuciosa e levando em conta as condições no terreno, sendo a Alemanha onde há mais de 36 mil militares ativos.
  • O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que a decisão era previsível e ressaltou que a presença de soldados americanos na Europa é do interesse de ambos os países.
  • A Otan busca esclarecimentos e há preocupações entre aliados de que a medida possa enfraquecer a dissuasão transatlântica, já que a Alemanha abriga a maior parcela da presença militar dos EUA na região.

O Pentágono anunciou a redução de 5 mil tropas americanas sediadas na Alemanha, decisão que vem sendo objeto de críticas entre políticos dos EUA. A medida, comunicada na sexta-feira, faz parte de uma revisão estratégica que citou necessidades táticas no terreno.

Dois senadores republicanos de destaque reagiram publicamente. Roger Wicker e Mike Rogers defenderam que as tropas não sejam retiradas, mas deslocadas para o leste do continente para manter a dissuasão na região.

O governo alemão também se manifestou. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, disse que a decisão era previsível e ressaltou a importância da presença americana na Europa para os interesses de ambos os países. A NATO pediu clarificações sobre o assunto.

No âmbito interno, houve críticas no Congresso. O integrante Adam Smith afirmou que a decisão não se baseia em uma política de segurança nacional coerente, enquanto outro deputado republicano, Clay Higgins, apoiou a medida, insinuando demora da Câmara Alta.

O presidente Donald Trump sinalizou possibilidade de novas reduções, sem detalhar prazos ou números. O Palácio Nacional de Bonn informou que a retirada pode ocorrer ao longo de seis a doze meses, segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

A estrutura de tropas no continente já é um ponto sensível. A presença dos EUA na Alemanha é a maior da região, superando as rotas de 12 mil na Itália e 10 mil no Reino Unido, segundo dados militares. Trump também mencionou retiradas de Itália e Espanha.

Questionamentos sobre a estratégia norte-americana ocorreram em meio a críticas de líderes europeus. O primeiro-ministro polonês Donald Tusk alertou para riscos à coesão da aliança transatlântica, ressaltando a necessidade de reverter tendências de enfraquecimento.

A NATO afirmou buscar esclarecimentos com Washington para entender as implicações do recuo. A aliança reforçou a importância de os países europeus aumentarem investimentos em defesa para manter a segurança coletiva.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais