- OPEP+ decidiu aumentar a produção em 188 mil barris por dia a partir de junho, em sinal de continuidade das atividades comerciais.
- Sete países participaram da decisão: Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã; os Emirados Árabes Unidos saíram da OPEP recentemente e não foram mencionados na declaração.
- A medida é considerada simbólica, já que boa parte da oferta global continua sujeita a conflitos no Irã e ao controle do estreito de Ormuz.
- A Adnoc, estatal dos Emirados Árabes Unidos, anunciou investimento de cerca de US$ 55 bilhões em projetos para atender à demanda mundial.
- Na semana anterior, o preço do Brent atingiu patamar próximo de US$ 120 por barril devido a tensões na região, com volatilidade associada à saída dos Emirados e a incertezas sobre o Ormuz.
OPEP+ anunciou neste domingo a elevação da produção de petróleo em junho, em 188 mil barris por dia. A decisão envolve sete membros do grupo, num movimento considerado simbólico diante da atual incerteza de oferta global.
A iniciativa visa indicar que as atividades comerciais continuam, mesmo com o ambiente de tensões e com a guerra no Irã impactando o fornecimento. A medida ocorre dias após a saída de um dos principais membros, os Emirados Árabes Unidos.
Os sete produtores envolvidos foram Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. A saída dos Emirados não foi mencionada no comunicado oficial. Analistas veem a mudança como sinal de alinhamento estratégico entre membros.
Saída dos Emirados Árabes Unidos
Pouco antes do anúncio, a Adnoc revelou investimentos de cerca de US$ 55 bilhões para apoiar projetos futuros, visando atender à demanda global. Especialistas apontam que a medida pode aproximar os Emirados de aliados ocidentais, buscando atrair investimentos.
Segundo especialistas, a ausência dos Emirados da OPEP+ aumenta a volatilidade de mercados de petróleo e reduz a coordenação de oferta a longo prazo. Historicamente, o Estreito de Ormuz é crucial para o transporte de petróleo e permanece fechado por conta da guerra.
Em abril, a OPEP+ já havia aumentado quotas em 206 mil barris por dia, em ritmo semelhante ao atual, enquanto o Estreito de Ormuz permanecia sob tensão. A movimentação ocorre em meio a flutuações de preço recentes, com o Brent alcançando patamar acima de US$ 120 por barril em determinado momento.
Os membros que mantêm a decisão de produção mensal são Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. Com a saída dos Emirados, o grupo passa a ter 21 membros, reforçando a necessidade de coordenação entre os demais produtores.
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