- A Acerinox mantém a possibilidade de levar ao mercado norte‑americano o perímetro do seu negócio nos Estados Unidos, dizendo que o mercado americano reflete melhor as suas capacidades, segundo o presidente Carlos Ortega.
- A empresa já fez aquisições relevantes nos Estados Unidos, como North American Stainless (NAS) por duzentos e quarenta e nove milhões de euros, e Haynes por cento e cinquenta e quatro milhões de euros.
- O crescimento inorgânico pode gerar trezentos milhões de euros de EBITDA extra, somando sinergias e o plano Beyond Excellence, elevando para quinhentos milhões de euros de EBITDA adicional em um ano normal; em 2025, o EBITDA foi de quatrocentos e vinte e dois milhões de euros.
- A entrada em vigor do Mecanismo de Ajuste em Fronteira por Carbono (CBAM) no dia 1 de janeiro melhorou a perspectiva na Europa, reduzindo as importações de aço, especialmente chinês, e fazendo a participação de mercado cair de 24% para 10%.
- A guerra entre Irã teve impacto mínimo nas operações: estima-se dois milhões de euros no primeiro trimestre, com diversificação de fornecedores e sem disrupções significativas na cadeia de suprimentos.
A Acerinox analisa manter vivo o plano de abrir capital nos Estados Unidos, dedicando o foco ao perímetro norte-americano do negócio. A ideia surge porque investidores europeus não parecem valorizar as capacidades da empresa, ao contrário do mercado americano. As possibilidades estão sendo estudadas pela diretoria.
O grupo sinaliza conversas em torno dessa opção e cita aquisições relevantes no país, como NAS (North American Stainless) e Haynes, para ampliar capacidade. A operação nos EUA é apresentada como reflexo de oportunidades estratégicamente mais fortes fora da Europa.
A companhia aponta que o crescimento inorgânico recente pode gerar até 300 milhões de euros de EBITDA adicional, somando-se a sinergias e ao programa Beyond Excellence. Com isso, o EBITDA totalizado poderia chegar a 500 milhões euro em um ano de atividade normal. O exercício de 2025 teve EBITDA de 422 milhões.
CBAM fortalece visão na Europa
A entrada em vigor do CBAM, desde 1º de janeiro, melhora a perspectiva europeia de negócios da Acerinox. O mecanismo incentiva menos importações de aço com origem fora da UE, especialmente da China, reduzindo a participação de mercado no continente de 24% para 10%.
Importações de aço longo continuam sob controle, com o objetivo de manter cadeias de abastecimento estáveis. O board considera aceitáveis os atuais volumes de importação, após o ajuste regulatório. O diretor-presidente, Bernardo Velázquez, ressalta a importância das medidas para a competitividade da empresa na região.
Guerra na região e impactos operacionais
A empresa afirma que o conflito na região não provocou impactos significativos nas operações. Houve apenas um atraso logístico de cerca de dez dias no transporte marítimo. O impacto financeiro estimado para o primeiro trimestre é de cerca de dois milhões de euros.
A Acerinox destaca que diversificou fontes de suprimento para reduzir vulnerabilidades. A gestão avalia que a duração e a gravidade do conflito podem alterar o cenário, mas afirma que a instituição tem monitoramento contínuo de risco geopolítico.
Entre na conversa da comunidade