- A Comissão Europeia intensifica a coordenação com governos e companhias aéreas, preparando diretrizes sobre abastecimento, direitos dos passageiros e uso de combustíveis, com apoio da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA).
- Desde o início do conflito envolvendo o Irã, o preço do combustível de aviação dobrou; as empresas retiraram cerca de 2 milhões de assentos da oferta global em maio.
- Lufthansa cancelou cerca de 20 mil voos até outubro; Delta reduziu capacidade no segundo trimestre; Air France-KLM elevou tarifas; KLM suspendeu mais de 150 voos na Europa; SAS cancelou cerca de 1 mil voos em abril; Air Canada cortou frequências para Nova York.
- Companhias aumentam tarifas e sobretaxas: United Airlines pode elevar tarifas até 20%; American Airlines, Delta e JetBlue reajustaram taxas de bagagem; China Eastern e Cathay Pacific elevaram sobretaxas; Qantas revisou gastos com querosene.
- Governos e organismos atuam para mitigar impactos: Reino Unido pediu aumento da produção de refinarias e a União Europeia busca distribuir combustível entre países do bloco para evitar desabastecimento.
A crise global de combustíveis de aviação acelerou a coordenação entre a União Europeia, governos e companhias aéreas. A medida impacta cortes de voos, elevação de tarifas e revisões de projeções diante do aumento de custos. A Comissão Europeia trabalha para mitigar riscos e manter o abastecimento estável no curto prazo.
Desde o início do conflito envolvendo o Irã, o preço do combustível de aviação dobrou, pressionando o setor. Na prática, companhias retiraram cerca de 2 milhões de assentos da oferta global em maio, com milhares de voos cancelados e maior uso de aeronaves menores.
No conjunto, grandes grupos anunciaram ajustes: Lufthansa cancelou 20 mil voos até outubro; Delta reduziu capacidade em cerca de 3,5% no segundo trimestre. Air France-KLM elevou tarifas, e KLM suspendeu mais de 150 voos na Europa. SAS cancelou cerca de 1 mil voos em abril, enquanto a Air Canada cortou frequências para Nova York.
Ações da UE e diretrizes
A Comissão Europeia afirma que coopera com países-membros e agentes da indústria para lidar com a incerteza sobre a duração da crise. Aí entram diretrizes que devem incluir regras para evitar abastecimento excessivo, proteção aos direitos dos passageiros e uso potencial de combustíveis norte-americanos, com suporte técnico da EASA.
Segundo a instituição, a prioridade é manter a fluidez do setor sem comprometer a segurança. A estratégia também prevê orientações sobre gestão de estoques de combustível e medidas para reduzir impactos operacionais durante períodos de volatilidade.
Repercussões entre tarifas e operações
Entre as maiores companhias, a United Airlines mira aumento de tarifas de até 20%, enquanto American Airlines, Delta e JetBlue ajustaram tarifas de bagagem. Empresas como China Eastern e Cathay Pacific elevaram sobretaxas de combustível; a Qantas sinalizou aumento equivalente aos custos de querosene, conforme reporta o The Independent.
Alguns operadores buscam evitar repasses diretos ao consumidor. A Ryanair disse que não aplicará sobretaxas, e a EasyJet afirmou não cobrar custos adicionais em pacotes já vendidos, embora tenha alertado para impactos nos resultados.
Medidas de governos e cooperação
Governos respondem com medidas para mitigar impactos. O Reino Unido pediu que refinarias aumentem a produção, buscando ampliar o abastecimento. A Comissão Europeia propôs otimizar a distribuição de combustível entre os Estados‑membros para evitar desabastecimentos e manter operações estáveis.
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