- Copom reduziu a Selic para 14,50% ao ano, mantendo o ciclo de cortes iniciado recentemente.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a taxa está “absurdamente alta” e sugeriu avaliar o modelo do Federal Reserve (Fed) para a inflação, excluindo energia e alimentação na análise.
- Governo lançou o Novo Desenrola Brasil em 4 de maio, com foco em renegociação de dívidas para pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
- Descontos vão de 30% a 90%; a média é estimada em 65%, e há limpeza do nome para dívidas de até R$ 100. O programa tem duração de noventa dias.
- O Fundo de Garantia de Operações (FGO) garantirá crédito novo; recursos do SVR podem totalizar entre 5 bilhões e 8 bilhões; há ainda a opção de uso do FGTS com regras restritivas para quitação total das dívidas.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, afirmou que a taxa Selic está absurdamente alta. A declaração ocorreu ao comentar o programa Novo Desenrola Brasil, que busca reduzir o endividamento das famílias e promete desconto médio de 65% nas dívidas.
O pacote foi apresentado nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros da área econômica, no Palácio do Planalto, em Brasília. O objetivo é facilitar renegociações de dívidas e estimular o consumo.
Na semana passada, o Copom reduziu a Selic para 14,50% ao ano, mantendo o ciclo de cortes iniciado na reunião anterior. Analistas já esperavam flexibilização monetária, com projeções de queda gradual até o fim de 2026.
Novo Desenrola Brasil tem duração de 90 dias e atende pessoas com renda de até cinco salários mínimos. O público-alvo inclui endividados com parcelas altas, especialmente por cartão de crédito e cheque especial.
As renegociações devem oferecer descontos entre 30% e 90%, com média estimada de 65%, segundo o governo. Também haverá a limpeza do nome para dívidas de até 100 reais, ampliando o alcance de regularização financeira.
Para viabilizar o programa, o governo prevê uso do FGO para crédito novo, além de recursos não resgatados da tesouraria do sistema financeiro, estimados entre 5 e 8 bilhões de reais. Também há possibilidade de utilização restritiva do FGTS.
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