- A discussão sobre uma possível bolha costuma ocorrer no mercado de ações; no mercado de títulos, a bolha pode ser ainda mais perigosa.
- Os rendimentos nominais dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em dez anos ultrapassaram 4,3% na semana passada.
- A dívida pública dos EUA atingiu 100,2% do PIB até 31 de março.
- A projeção é que a relação dívida/PIB chegue a 107% até 2030, acima do pico de 106% registrado em 1946.
- O texto alerta para riscos maiores no mercado de bonds, mesmo com rendimentos atuais relativamente altos.
O mercado de títulos tem passado despercebido na discussão sobre bolhas, mas uma bolha nos bonds pode representar risco maior do que uma bolha de ações. Recentemente, a atenção se voltou aos bônus, com foco menos intenso que no mercado acionário.
Na última semana, os juros nominais de 10 anos dos bons do Tesouro dos EUA chegaram a mais de 4,3%. O dato aparece em um momento em que a dívida pública do país ganha relevo.
Quem está envolvido: dados são acompanhados por agências como o Conselho de Orçamento (CBO) e o Committee for a Responsible Federal Budget (CRFB). A leitura é de que o mercado de dívida reage a novas projeções macroeconômicas.
Quando e onde: os números referem-se aos EUA, com atualização recente até a semana passada. O ambiente é influenciado por políticas fiscais, déficits e trajetória da dívida.
Por quê: a dívida pública alcançou 100,2% do PIB até 31 de março, segundo CRFB. A projeção é de 107% para 2030, superando o maior nível pós-guerra, de 106% em 1946.
Riscos de uma bolha de dívida
A avaliação aponta que um aquecimento excessivo na oferta de títulos pode elevar custos de financiamento. Se a dívida continuar crescendo para além da capacidade de absorção do mercado, os spreads e as condições de crédito podem se ajustar de forma abrupta.
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