- Estudo do Instituto Nexus, em parceria com o BTG, aponta despesas essenciais como principais causas de endividamento para quem ganha até 1 salário mínimo.
- Entre quem recebe até 1 salário mínimo, 41% citam gastos com saúde como motivo de dívida; média nacional é 32%.
- Desemprego é responsável por 22% do endividamento nesse grupo, acima da média nacional de 13%.
- Análise mostra que, para quem ganha até 1 salário mínimo, gastos diários (alimentação e contas fixas) pesam 48% das dívidas; entre a população de renda maior, compras parceladas aparecem como segundo motivo (35%).
- O estudo ouviu 2.028 pessoas por telefone entre 24 e 26 de abril.
Despesas essenciais puxam o endividamento entre quem ganha menos de um salário mínimo, aponta estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Nexus em parceria com o BTG. A pesquisa ouviu 2.028 brasileiros por telefone entre 24 e 26 de abril e traz dados sobre causas de dívida na relação entre renda e consumo.
Entre a base da pirâmide, gastos com saúde aparecem como motivo de dívida em 41% dos casos. Já a perda de emprego, seja próprio ou de alguém da família, atinge 22% desse público. A média nacional fica em 32% para gastos com saúde e 13% para desemprego, respectivamente, quando consideradas todas as faixas salariais.
O estudo revela diferentes padrões conforme a renda: entre 1 a 2 salários mínimos, 37% citam saúde como causa; entre 2 a 5 salários, 30%; acima de 5 salários, 19%. Em relação ao desemprego, o desemprego próprio ou familiar representa 22% para quem ganha até 1 SM, caindo com a renda.
Dados adicionais mostram que, para toda a população, gastos com alimentação e contas fixas são o principal motivo de endividamento, somando 50% das respostas. Entre quem recebe até 1 SM, esse item chega a 48%. Em alta renda, acima de 5 SM, as compras parceladas aparecem como segundo motivo, com 35% dos entrevistados, após os gastos do dia a dia (49%).
Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o endividamento entre os mais pobres tem característica marcada pela natureza essencial das despesas, que se repetem por meses, elevando o montante devido. O impacto da perda de emprego nesse grupo é mais expressivo do que em setores com maior renda, dificultando a quitação.
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