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Economista aponta concentração bancária como problema do sistema financeiro

Concentração bancária concentra 70% a 75% da carteira em cinco a seis instituições, e o spread de crédito atinge maior patamar desde 2013, elevando ganhos dos bancos

Inadimplência alta e crescimento de crédito a consumidores explicam os spreads bancários maiores
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  • O ganho bruto dos bancos com crédito atingiu o maior patamar desde 2013, com spread superior a 15 pontos percentuais em 2026.
  • A diferença entre juros pagos para captar recursos e cobrados de tomadores explica o aumento dos spreads, ajudado pela inadimplência alta e pelo crescimento de crédito a consumidores.
  • Economista Fernando Agra aponta concentração bancária no Brasil: hoje 5 ou 6 grandes instituições respondem por 70% a 75% da carteira, em um universo de cerca de 200 bancos.
  • Em termos globais, o lucro do sistema financeiro brasileiro equivalia a 1,5% do PIB, enquanto nos Estados Unidos fica em 0,6% e na Europa, em 0,5%.
  • O especialista sugere ampliar a concorrência com abertura de empresas internacionais e facilitar a criação de novas empresas de crédito, desde que com regras rigorosas para evitar problemas.

O ganho bruto dos bancos com crédito atingiu o maior patamar desde o início da série histórica, em 2013. A diferença entre a taxa que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram dos tomadores, o chamado spread, passou de 15 pontos percentuais em 2026. A explicação envolve inadimplência elevada e crescimento de crédito a consumidores.

O comentário é de Fernando Agra, economista ouvinte do Conexão Record News. Ele aponta que um dos problemas do sistema financeiro nacional é a concentração bancária: poucas instituições dominam boa parte da carteira de crédito.

Segundo Agra, as 5 ou 6 maiores instituições concentram entre 70% e 75% da carteira, em contraste com o cenário norte-americano, onde cerca de 5 mil bancos atuam no mercado. Ele compara os índices de lucro sobre o PIB entre países: Brasil, 1,5%; EUA, 0,6%; Europa, 0,5%.

O economista afirma que o governo poderia ampliar a concorrência por meio da abertura de empresas internacionais e da facilitação para o surgimento de novas instituições de crédito, desde que com rigor para evitar riscos sistêmicos.

Ele ressalta ainda que, no Brasil, fatores como endividamento elevado, juros altos e falta de educação financeira contribuem para que quem vende dinheiro obtenha lucro elevado, sustentando o atual desempenho do sistema financeiro.

Conclui que o país vive um ambiente em que o sistema financeiro tende a lucrar, levando em conta o conjunto de condições econômicas e regulatórias. A reportagem completa está disponível na Record News.

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