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Economista avalia que copiar compensa sem patente

Economista afirma que a ausência de incentivos a patentes no Brasil freia a inovação em saúde; copiar oferece retorno rápido e menos risco

Na visão de Pedro Bernardo, ao invés da inovação, que, segundo ele, é cara, demorada e arriscada, a cópia teria "baixíssimo risco e retorno garantido" - (crédito: Ed Alves - CB/DA Press)
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  • Economista Pedro Bernardo, especialista em setor farmacêutico, diz que falta de incentivos para patentes no Brasil pode atrasar a inovação em saúde.
  • Ele aponta que o prazo de vinte anos para patente de invenção, previsto na Lei de Propriedade Industrial desde 1996, é insuficiente para estimular investimentos.
  • Durante o evento Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, promovido pela Interfarma e Correio Braziliense, Bernardo afirmou que “copiar compensa” porque não há o mesmo tempo de proteção para quem não patente.
  • Copiar é visto como baixo risco e retorno rápido, enquanto patentes exigem inovação para competir, segundo o economista.
  • O especialista ressalta que a concorrência não desaparece com mais patentes; empresas brasileiras que cresceram copiando passaram a investir em inovação, mostrando que patentes podem estimular avanços.

Na segunda-feira (4/5), durante o evento Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, promovido pela Interfarma e pelo Correio Braziliense, o economista Pedro Bernardo criticou o atual regime de patentes no Brasil. Ele afirma que a falta de incentivos para inovação em saúde pode frear avanços no setor.

Bernardo, especialista no setor farmacêutico, destacou que o prazo de 20 anos para patentes, estabelecido pela Lei de Propriedade Industrial de 1996, é insuficiente para cobrir fases de pesquisa clínica e a validação de novos tratamentos. Ao copiar, as empresas evitam esse ciclo longo.

Segundo o economista, copiar é visto como opção de baixo risco e retorno rápido, o que desincentiva investimentos em inovação. Ele disse que a regulação precisa criar incentivos maiores para patentes e estimular pesquisas no setor da saúde e setores afins.

Aumento de concorrência

Para Bernardo, a competição não cessa com o aumento de patentes; ela evolui. Ele ressaltou ainda que empresas brasileiras que cresceram copiando produtos patenteados enfrentam barreiras para se manter no mercado externo e perceberam a necessidade de inovar.

O especialista comentou que muitas companhias nacionais já investem mais em inovação para acompanhar o ritmo internacional. Ele sustenta que patentes, quando bem estruturadas, ajudam a manter o equilíbrio entre custo, risco e retorno.

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