- A Secretaria da Fazenda de São Paulo bloqueou R$ 176 milhões do Genial Investimentos em ação cautelar ligada à Operação Carbono Oculto, que investiga infiltração do PCC no setor de combustíveis e no mercado financeiro.
- A ação mira as empresas Áster e Copape, ligadas aos empresários Mohamad Hussein Mourad (Primo) e Roberto Augusto Leme (Beto Louco), com bloqueio de R$ 7,6 bilhões em ICMS, incluindo juros e multa.
- A coluna do UOL aponta que a Genial passou a fazer negócios com Primo e Beto Louco a partir do segundo semestre de 2024, após desentendimento com João Carlos Mansur, dono da Reag.
- Segundo a matéria, houve migração de um FIDC de cerca de R$ 500 milhões ligado a uma carteira de consignados do Banco Master, além de emissão de CDB via Radford e empréstimos com garantias envolvendo Berna e Los Angeles/Lucerna.
- A WeBR oferece informações: a Operação Carbono Oculto envolve cerca de 350 alvos, 40 fundos de investimento e patrimônio de aproximadamente R$ 30 bilhões ocultados; decisão de bloqueio ocorreu e a Justiça manteve o prazo para conclusão das investigações.
A Secretaria da Fazenda de São Paulo bloqueou 176 milhões de reais do grupo Genial Investimentos em uma ação cautelar fiscal ligada à Operação Carbono Oculto. A medida mira as empresas Áster e Copape, associadas aos empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme, chamado de Beto Louco. O objetivo é recuperar 7,6 bilhões de reais em ICMS, com juros e multa.
A operação envolve apurações sobre sonegação, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Segundo apuração, Primo e Beto Louco são apontados como os principais alvos pelo Ministério Público de São Paulo. O bloqueio envolve créditos pertencentes ao grupo investigado na esteira da Carbono Oculto.
A Genial Investimentos teria iniciado negócios com Primo e Beto Louco no segundo semestre de 2024, após conflitos com João Carlos Mansur, dono da Reag. A migração envolveu um FIDC de cerca de 500 milhões de reais atrelado a consignados do Banco Master, conforme a publicação.
O bloqueio está ligado a uma emissão de CDB associada a um empréstimo do grupo. A usina Itajobi, ligada à Copape e Áster, investiu 176 milhões de reais em CDBs do Genial via o fundo Radford, posteriormente bloqueados pela Fazenda.
Relatos indicam que o Genial concedeu empréstimo via CCB para a Berna, com garantia do mesmo CDB. A Berna, por sua vez, adquiriu quotas do fundo Los Angeles, depois rebatizado como Lucerna, com gestão transferida à Banvox e controle da Reag.
Segundo documentos, a Berna detém cerca de 20 imóveis avaliados em mais de 200 milhões de reais, incluindo terrenos nos bairros Tremembé e Vila Guilherme, além de postos de gasolina. Os imóveis aparecem como alienação fiduciária em garantia do empréstimo.
As autoridades apontam que os recursos originários dos investigados teriam sido usados para aquisição de bens, numa operação associada à lavagem, ocultação e blindagem patrimonial. A linha de investigação aponta operação complexa envolvendo empresas, fundos e imóveis.
Durante a Carbono Oculto, em 28 de agosto de 2025, o Genial teria tentado desfazer duas operações, alegando ordem de desfazimento anterior. A procuradoria viu fraude à ordem de execução e manteve o bloqueio, com recurso do Genial rejeitado. A última decisão ocorreu em 9 de janeiro.
O Banco Genial afirmou, em nota à imprensa, que atua conforme normas do mercado, com governança, transparência e controles internos. A instituição disse colaborar com autoridades desde o desligamento dos fatos. O caso tramita sob sigilo.
A Carbono Oculto foi deflagrada pela Receita Federal em 28 de agosto de 2025, para investigar fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A operação envolve cerca de 350 alvos em oito estados, com 40 fundos de investimento sob investigação, movimentando cerca de 30 bilhões de reais.
Em abril de 2026, a Justiça de São Paulo ampliou em 90 dias o prazo para o Ministério Público concluir as investigações. O caso segue em andamento, com apurações sobre estruturas financeiras utilizadas para ocultação de patrimônio.
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