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Ultragaz vende usinas e sai do mercado de geração distribuída

Ultragaz encerra atuação em geração distribuída e mira expansão no mercado livre de energia, vendendo duas usinas fotovoltaicas à Veo Energia

Ultragaz vende usinas e deixa o mercado de geração distribuída de energia
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  • Ultragaz vende duas usinas fotovoltaicas de geração distribuída, localizadas em Ibirapuã, Bahia, para a Veo Energia; os termos da operação estão sob análise do CADE.
  • A decisão marca a saída da geração distribuída pela Ultragaz, com foco no mercado livre de energia.
  • O diretor de energia elétrica, Lucas Witzler, aponta desafios de escalabilidade da GD e mudanças regulatórias como fatores da decisão.
  • A Ultragaz atua no mercado livre desde 2024 e pretende oferecer eletricidade aliada ao gás, atendendo a uma base de 56 mil clientes de gás, dos quais 2 mil também compram energia.
  • A empresa enxerga crescimento rápido no mercado livre até 2027-2028 e visa usar a capilaridade para entregar soluções integradas de gás e eletricidade aos clientes.

A Ultragaz anunciou a saída do mercado de geração distribuída (GD) após quatro anos de atuação, vendendo suas duas usinas fotovoltaicas na Bahia para a Veo Energia. A operação está sujeita à aprovação do Cade, com termos não divulgados.

A decisão ocorre em meio a dúvidas sobre a escalabilidade da GD e mudanças regulatórias. O diretor de energia elétrica da Ultragaz aponta que o mercado livre apresenta melhores perspectivas de crescimento e escalabilidade.

A Ultragaz já atua no mercado livre desde 2024, buscando ampliar a oferta de eletricidade aliada ao gás. A empresa pretende atender mais clientes com soluções integradas, ampliando a atuação no segmento de energia.

A Veo Energia, dona das usinas, pertence ao Grupo JEM, do empresário José Eduardo Muffato. O acordo envolve a venda do braço de GD localizado em Ibirapuã, município baiano, ainda sujeito a análise regulatória.

Mudança de foco

Com a venda, a Ultragaz manterá a atuação no gás e ampliará a comercialização de eletricidade no mercado livre. A companhia vê no entorno regulatório mudanças como estímulo ao crescimento do varejo de energia.

O grupo informa que pretende combinar gas e eletricidade para atender clientes corporativos e residenciais, ampliando a oferta de soluções energéticas. A expectativa é de expansão do mercado livre nos próximos anos.

A Ultragaz soma cerca de 56 mil clientes de gás, dos quais 2 mil também consomem energia elétrica. A base de clientes empresariais é de 53 mil, com participação relevante no setor de gás a granel.

A empresa não divulgou novos números específicos de unidades consumidoras nem resultados futuros. Em 2023, o EBITDA ajustado recorrente chegou a cerca de R$ 1,7 bilhão, com receita de R$ 12,3 bilhões.

A gestão ressalta que a atuação no mercado livre, iniciada em 2024, está alinhada a planos de crescimento acelerado. A expectativa é que, com a expansão do mercado, mais consumidores se conectem à oferta integrada de energia.

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