- A Merlin planeja desinvestir 7% de seu estoque de escritórios em Madrid entre 2026 e 2027, para converter espaços em moradias, com mais de quatrocentas unidades previstas.
- Do total, 33.000 metros quadrados já estão assinados ou próximos de assinatura para uso residencial; outros 8.000 metros quadrados estão sendo desalojados para venda residencial, incluindo coliving.
- Ainda há 27.000 metros quadrados que terão uso educacional, principalmente para universidades privadas.
- A operação integra medidas da comunidade de Madrid para ampliar a oferta de habitação, com expectativa de converter cerca de 2,5 milhões de metros quadrados de escritórios em moradias nos próximos anos.
- O executivo estima desinvestimentos entre 100 e 150 milhões de euros neste ano, e aposta em anos futuros de bom desempenho do setor de escritórios, com novas oportunidades de espaço.
Merlin reforça plano de desinvestimento em Madrid. A empresa anunciou que desinvestirá 7% de seu estoque de escritórios na capital entre 2026 e 2027, para que parte desses espaços seja convertido em moradias. A ação envolve negociação para venda de até 41 mil metros quadrados de escritórios, com o objetivo de gerar vagas residenciais.
Segundo o CEO Ismael Clemente, a operação prevê transformações de 41 mil metros quadrados em moradias, com cerca de 100 metros quadrados por unidade, resultando em mais de 400 residências. Do total, 33 mil metros já têm venda fechada ou em estágio avançado, 8 mil metros serão desalojados para venda e conversão para usos residenciais como coliving, e 27 mil metros deverão ter uso educacional, principalmente por universidades privadas.
Detalhes do movimento e contexto
A alteração faz parte de iniciativas da Governo da Comunidade de Madrid para facilitar a conversão de escritórios em habitações, a fim de ampliar a oferta e conter a alta de preços. A projeção é de que 2,5 milhões de metros quadrados de escritórios sejam convertidos em moradias nos próximos anos, com possível ajuste no estoque de escritórios na capital e entrada futura de espaços em Madrid Nuevo Norte.
Clemente estimou, em encontro com jornalistas, um volume de desinvestimentos entre 100 milhões e 150 milhões de euros neste ano, principalmente envolvendo escritórios convertidos em residenciais. O executivo apostou que o setor imobiliário, que compreende escritórios, centros comerciais, logísticas e centros de dados, deverá apresentar desempenho positivo em 2026.
Entre na conversa da comunidade