- O Plano Safra 2026/27 será anunciado no início de junho e terá especial cuidado com as taxas de juros.
- O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que o momento é de enfrentar adversidades e que há preocupação com o alto endividamento do produtor rural.
- Não houve detalhes sobre os recursos, mas o ministro disse ser factível que o volume supere o do plano anterior.
- O programa Desenrola, de renegociação de dívidas, pode ser usado para mitigar os efeitos do endividamento, com foco no setor rural.
- A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil pediu aumento de 5% nos recursos para chegar a 623 bilhões; Paula disse que é factível ampliar os montantes, mas depende de consulta à Fazenda.
O Plano Safra 2026/27 deverá ser anunciado no início de junho e terá especial cuidado com as taxas de juros. O governo também reconhece as dificuldades causadas pelo alto endividamento do produtor rural. A declaração foi feita pelo ministro da Agricultura, André de Paula, nesta segunda-feira, durante evento na sede da Sociedade Rural Brasileira.
Paula explicou que o objetivo é um plano consistente e vigoroso, com números impactantes, mas com atenção aos juros, que hoje inviabilizam parte dos créditos oferecidos. O ministro ressaltou o momento de enfrentamento de adversidades no setor.
O ministro comentou ainda sobre o programa Desenrola, de renegociação de dívidas, como instrumento importante para mitigar os efeitos do endividamento. Ele disse que defende que o foco seja o setor rural.
Sobre o aumento de recursos pedido pela CNA, de 623 bilhões de reais para o Safra 2026/27, Paula considerou factível ampliar os montantes. Acrescentou que há trabalho para esse desfecho, mas que decisões orçamentárias dependem da Fazenda.
A CNA havia sugerido um aumento de 5% em relação ao plano anterior. Paula afirmou que é possível avançar nesse sentido, desde que haja coordenação com o Ministério da Economia. O ministro não detalhou números antes de ouvir a Fazenda.
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