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Ministro diz que Plano Safra terá cuidado com juros e verá alta de recursos

Plano Safra 2026/27 terá especial cuidado com juros e possível aumento de recursos, mirando superar volumes anteriores e mitigar endividamento do produtor rural

Agricultores colhem soja em uma fazenda em Maringá, no estado do Paraná, Brasil, em 3 de março de 2025
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  • O Plano Safra 2026/27 será anunciado no início de junho e terá especial cuidado com as taxas de juros.
  • O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que o momento é de enfrentar adversidades e que há preocupação com o alto endividamento do produtor rural.
  • Não houve detalhes sobre os recursos, mas o ministro disse ser factível que o volume supere o do plano anterior.
  • O programa Desenrola, de renegociação de dívidas, pode ser usado para mitigar os efeitos do endividamento, com foco no setor rural.
  • A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil pediu aumento de 5% nos recursos para chegar a 623 bilhões; Paula disse que é factível ampliar os montantes, mas depende de consulta à Fazenda.

O Plano Safra 2026/27 deverá ser anunciado no início de junho e terá especial cuidado com as taxas de juros. O governo também reconhece as dificuldades causadas pelo alto endividamento do produtor rural. A declaração foi feita pelo ministro da Agricultura, André de Paula, nesta segunda-feira, durante evento na sede da Sociedade Rural Brasileira.

Paula explicou que o objetivo é um plano consistente e vigoroso, com números impactantes, mas com atenção aos juros, que hoje inviabilizam parte dos créditos oferecidos. O ministro ressaltou o momento de enfrentamento de adversidades no setor.

O ministro comentou ainda sobre o programa Desenrola, de renegociação de dívidas, como instrumento importante para mitigar os efeitos do endividamento. Ele disse que defende que o foco seja o setor rural.

Sobre o aumento de recursos pedido pela CNA, de 623 bilhões de reais para o Safra 2026/27, Paula considerou factível ampliar os montantes. Acrescentou que há trabalho para esse desfecho, mas que decisões orçamentárias dependem da Fazenda.

A CNA havia sugerido um aumento de 5% em relação ao plano anterior. Paula afirmou que é possível avançar nesse sentido, desde que haja coordenação com o Ministério da Economia. O ministro não detalhou números antes de ouvir a Fazenda.

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