- A Nvidia afirmou, em entrevista, que sua participação no mercado chinês de aceleradores de IA chegou a zero, dois anos após ter atingido 66%.
- Segundo o CEO Jensen Huang, a queda já ocorreu rápido, com as vendas diretas à China chegando a zero.
- A explicação inclui restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos e o crescimento de fabricantes chineses que passam a atender até 80% da demanda interna.
- Huang critica as políticas de controle de exportação, dizendo que abrir mão de um mercado como a China é estratégico errado e pode ter efeito oposto.
- Ele alerta para o risco de isolacionismo tecnológico, argumentando que a liderança dos EUA depende de manter influência global, enquanto a China avança com custos de energia mais baixos, talentos e especialistas.
A Nvidia informou que zerou a sua participação no mercado chinês de aceleradores de inteligência artificial. A afirmação foi feita pelo CEO Jensen Huang em entrevista ao Special Competitive Studies Project, ressaltando que as vendas diretas à China chegaram a zero.
Segundo Huang, o colapso ocorreu de forma acelerada, e não apenas por quedas sazonais. O motivo central seriam as restrições de exportação impostas pelo governo dos EUA e o crescimento de fabricantes locais que passaram a suprir grande parte da demanda interna.
Ele aponta que as medidas de controle tecnológico reduziram o acesso da China aos chips mais avançados da Nvidia. Além disso, fabricantes chineses emergentes atendem até 80% da demanda interna por hardware de IA, substituindo parte da atuação da companhia.
Para o CEO, manter o mercado chinês sob restrições não seria estratégico. Ele sugeriu que a dinâmica atual estimula a autossuficiência chinesa em semicondutores, em vez de sustentar a liderança global norte-americana no setor.
Huang afirmou ainda que, entre as cinco camadas do ecossistema de IA, a China avança especialmente em áreas além das restrições, impulsionada por energia mais barata, talento qualificado e grande base de especialistas.
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