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Análise aponta Selic em dígito único apenas na próxima década

Guerra no Oriente Médio e contas públicas elevam o risco de inflação; mercado projeta Selic acima de 10% até o fim da década, aponta analista

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  • Copom aponta guerra no Oriente Médio como fator de incerteza para inflação e trajetória da política monetária, recomendando cautela.
  • Analista Fernando Nakagawa afirma no CNN 360° que a Selic de apenas um dígito deve ocorrer apenas na próxima década.
  • Mercado passou a prever cortes da Selic mais graduais, com possibilidade de terminar o ciclo antes caso a inflação pese mais.
  • Pesquisa Focus mostra o mercado esperando Selic acima de 10% nos anos de 2026 a 2029, pelo novo pessimismo fiscal.
  • Nakagawa aponta problemas crônicos nas contas públicas e eleições de 2026 como dedicadas sem mudanças estruturais, mantendo ambiente de juros elevados.

O Copom do Banco Central sinalizou cautela diante da guerra no Oriente Médio, destacando impactos potenciais sobre a inflação e a condução da política monetária. A ata da reunião anterior foi divulgada com esse foco.

O analista Fernando Nakagawa, no CNN 360°, diz que o cenário atual inviabiliza a volta da Selic a um dígito nesta década. O mercado passou a enxergar uma trajetória de cortes mais gradual e dificuldades para manter juros baixos.

A principal preocupação do BC é a duração do conflito e seus efeitos na economia global, principalmente pelo preço do petróleo, apontado como commodity-chave para a inflação.

Perspectivas de juros e visão do mercado

Nakagawa ressalta que, segundo a Focus, o mercado revisou a previsão de juros. Pela primeira vez, projeta-se Selic acima de 10% no final da década, nos anos 2026 a 2029, refletindo deterioração das contas públicas.

A dívida pública, segundo o analista, continua a crescer e ocupa espaço no orçamento. Sem melhoria estrutural, o BC fica com menos margem para cortes e o custo de crédito tende a subir.

Contexto político e cenário para 2026

A análise aponta que as eleições de 2026 não trazem até o momento promessas relevantes de mudanças estruturais na economia, conforme leitura de pesquisas. A soma de dívida alta e falta de convergência fiscal alimenta o viés de juros elevados.

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