- O BCE ainda não vê impacto suficiente da alta do petróleo sobre a inflação para justificar aumento de juros.
- François Villeroy de Galhau, presidente do Banco Central da França e membro do BCE, afirmou que, se houver efeitos secundários, agirão para evitar inflação generalizada.
- O BCE manteve as taxas de juros estáveis na semana passada, mas sinalizou que um aumento pode ocorrer na reunião de junho.
- Villeroy não participará da próxima reunião de política monetária, pois se aposentou no final de maio, com mandato encerrando no próximo ano.
O Banco Central Europeu ainda não detectou impacto suficiente da alta dos preços do petróleo sobre a inflação para justificar um reajuste de juros. A avaliação foi feita pelo presidente do Banco Central da França, François Villeroy de Galhau, que também é membro do Conselho do BCE.
Em entrevista à France 5, ele afirmou que, se surgirem efeitos indiretos que propagam a inflação, o BCE agirá aumentando as taxas para evitar uma inflação generalizada. No momento, segundo Galhau, não há sinais claros dessa propagação.
Galhau anunciou sua aposentadoria, o que o impede de participar da próxima reunião de política monetária do BCE. O BCE manteve as taxas estáveis na semana passada e deixou aberta a possibilidade de alta na reunião de junho, caso o cenário se modifique.
A declaração reforça a linha de comunicação do BCE, que, mesmo com a decisão recente de manter a política inalterada, permanece atenta a pressões de preço vindas de componentes da inflação, como o petróleo. O governo europeu acompanha os controles de preço e o efeito das choques externos.
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