- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou a intensificação das operações militares e dos bombardeios contra o Hezbollah no Líbano.
- Netanyahu afirmou que a nova fase tem o objetivo de “esmagar” o grupo xiita, citando cerca de 600 integrantes mortos nas últimas semanas.
- A decisão ocorreu sob forte pressão da ala mais conservadora do governo, que exige resposta contundente aos ataques de drones e foguetes do Hezbollah.
- As ações recentes atingiram alvos no Vale do Bekaa e em Nabatieh, aumentando a tensão em um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.
- Em 15 de maio, o Departamento de Estado dos EUA confirmou a prorrogação por 45 dias da trégua entre Israel e Líbano, apesar das escaladas no terreno na região sul libanesa.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou a intensificação das operações militares contra o Hezbollah no Líbano. A mensagem foi veiculada nesta segunda-feira (25/05/2026) por meio de seus canais oficiais. A decisão ocorre em meio a pressão de ministros da ala mais conservadora da coalizão e acompanha negociações entre EUA e Irã.
Netanyahu afirmou que o objetivo é esmagar o grupo xiita, destacando que cerca de 600 integrantes da organização teriam sido mortos nas últimas semanas. O premiê voltou a defender a aceleração das ações militares e o aumento da intensidade dos bombardeios.
Pressão no Gabinete
A escalada vem junto à cobrança de lideranças da base direita do governo, que pedem resposta contundente a ataques com drones explosivos e foguetes do Hezbollah contra instalações militares e áreas urbanas no norte de Israel. A rejeição a uma resposta contida domina o debate interno.
Entre os ministros, Bezalel Smotrich defendeu retaliação dura contra Beirute, afirmando que drones explosivos não são uma fatalidade. Ben-Gvir pediu firmeza diante da mediação internacional liderada pela Casa Branca.
Cessação de Fogo em Xeque
As ações aéreas israelenses já atingiram alvos no Vale do Bekaa e em Nabatieh, elevando a tensão com a manutenção da trégua costurada em Washington. Em 15 de maio, o Departamento de Estado confirmou a prorrogação por mais 45 dias do acordo entre Israel e o Líbano.
Apesar do compromisso de cessar-fogo, confrontos na faixa sul do território libanês seguem ocorrendo, com trocas de disparos e operações táticas que não chegaram a interromper completamente as hostilidades.
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