- Brasil tem dívida bruta de 93,3% do PIB em 2025, ocupando a 33ª posição global no ranking de endividamento, segundo o FMI.
- Linha de frente global: Venezuela lidera com 308,7% do PIB, seguida por Japão (206,5%) e Sudão (187,6%), com outros países entre os mais endividados.
- Entre grandes economias, EUA registram 123,9% do PIB; França, 116%; Canadá, 113,5%; Reino Unido, 102,3%.
- O patamar do Brasil, somado a juros elevados, aumenta o custo de financiamento do setor público e reduz espaço para investimentos.
- Entre países da região, o Brasil supera México (61,8%), Chile (41,8%), Paraguai (38,1%) e Peru (30,2%).
O Brasil ocupa a 33ª posição no ranking global de endividamento público, segundo dados do FMI para 2025. A dívida bruta equivalente a 93,3% do PIB coloca o país entre as economias com maior pressão fiscal entre grandes potências.
O levantamento mostra que a Venezuela lidera o ranking, com 308,7% do PIB, seguida por Japão (206,5%) e Sudão (187,6%). Entre outras economias de peso, aparecem Singapura, Bahrein, Grécia, Líbano e Itália.
Entre as grandes economias, os Estados Unidos registram 123,9% do PIB em dívida bruta, enquanto França, Canadá e Reino Unido ficam acima de 100%. O Brasil se destaca pelo გას elevado endividamento aliado a juros elevados, elevando o custo de financiamento do setor público.
Comparação com pares e sinais fiscais
Em relação a outros países da América Latina, o Brasil supera significativamente México (61,8%), Chile (41,8%), Peru (30,2%) e Paraguai (38,1%). A proximidade com níveis de endividamento de países desenvolvidos ressalta o desafio fiscal brasileiro.
Essa situação implica maior parcela do orçamento destinada a juros e à rolagem da dívida, reduzindo espaço para investimentos públicos e influenciando decisões de política fiscal. Para investidores, o indicador funciona como termômetro de risco macroeconômico.
Implicações para políticas públicas
O patamar de endividamento aumenta a pressão sobre as contas públicas e pode exigir ajustes para sustentar o equilíbrio fiscal. Análises apontam necessidade de medidas que fortaleçam a arrecadação e a melhoria da eficiência dos gastos, sem desconsiderar o crescimento econômico.
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