- Analistas mantêm postura conservadora para maio devido à guerra no Oriente Médio, com a temporada de balanços elevando o papel do setor financeiro.
- Itaúsa, Bradesco e, agora, BTG Pactual e Itaú aparecem como representantes do setor financeiro na lista de maio.
- Axia (antiga Eletrobras) lidera entre as empresas, com sete indicações no total (ON quatro, PNB três).
- Vale e Prio dividem o topo entre os papéis, enquanto Petrobras também aparece entre as ações mais indicadas.
- Rede D’Or estreia como novidade na carteira, com três indicações.
A Carteira Valor de maio apresenta mudanças diante da guerra no Oriente Médio e da temporada de balanços. Analistas mantêm tom conservador nas indicações, mas o setor financeiro ganha espaço frente às perspectivas de bancos e instituições.
Entre as motivações estão resultados trimestrais positivos esperados e uma recuperação relativa das perspectivas de lucro em um cenário de maior volatilidade. Exportadoras passam a ter peso relevante pela demanda externa e pelo preço do petróleo. Rede D’Or surge como novidade no mês.
Vale
Para a Empiricus, a Vale pode se beneficiar da demanda global por commodities e queda de riscos para a liquidez do ativo. O minério de ferro é o principal produto da companhia, que teve resultados do 1T2026 acima do anterior, ainda que ligeiramente abaixo do consenso. Ações com boa liquidez atraem fundos.
Prio
Segundo João Tonello, do Benndorf Research, a Prio tem fundamentos fortes e ganhos de produção aliados a custos baixos. O petróleo em alta favorece a empresa, que deve acompanhar o movimento de preços. Risco relevante seria uma queda acentuada no barril, considerada menos provável.
Axia
Analistas da Ágora destacam espaço para valorização mesmo após alta recente. A demanda por energia segue positiva a longo prazo, com a Axia oferecendo bons dividendos e liquidez elevada, o que atrai investidores de renda.
Itaúsa
A Empiricus aponta rentabilidade acima do custo de capital, refletindo eficiência na alocação de recursos. A consistência do desempenho contribui para a percepção de qualidade da empresa em cenários desafiadores.
Rede D’Or
O Andbank aponta desempenho sólido no fim de 2025, com receita e lucro operacional acima do esperado no quarto trimestre. Não há sinais de risco para as projeções de 2026, o que sustenta a visão de estabilidade.
Petrobras
Analistas da Empiricus ressaltam que a Petrobras se beneficia da volatilidade do petróleo, mantendo o preço acima de US$ 100 impulsionado pela guerra. Resultados operacionais ficaram alinhados com estimativas, com distribuição de dividendos acima do consenso.
Itaú
A escolha pelo Itaú Unibanco baseia-se na expectativa de ganhos operacionais consistentes. No 4T2025, lucrou R$ 12,3 bilhões; projeções para 2026 indicam melhoria de rentabilidade com expansão de crédito e inadimplência controlada.
Bradesco
O Santander destacando o Bradesco aponta melhoria de rentabilidade e potencial de lucro em 2026, com eficiência, expansão de crédito e margens mais elevadas. Desafios aparecem em seguros e carga tributária, mas a tendência é de evolução.
BTG Pactual
IlAn Arbetman, da Ativa Investimentos, vê momento positivo para o BTG Pactual. Avanços em DCM, M&A e ofertas de ações devem elevar receitas. A gestão de patrimônio e o crédito ao consumidor, com integração do Banco Pan, reforçam o cenário.
Em abril, a Carteira Valor subiu 0,56%, ante queda de 0,08% do Ibovespa. No acumulado do ano, a carteira soma alta de 12,43%, contra 16,26% do índice. Em 12 meses, a carteira avança 24,93%, frente a 38,69% do Ibovespa.
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