- O ministro da Agricultura, André de Paula, visitou a SRB em São Paulo, destacando preocupações com crédito, seguro rural e endividamento do agronegócio.
- O presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, afirmou que as dificuldades para os produtores vêm aumentando e pediu mecanismos de renegociação de dívidas, securitização ou alongamento.
- O acesso ao crédito é apontado como principal gargalo, com inadimplência elevada e novas exigências que podem restringir recursos; o CMN exige verificação de desmatamento no sistema Prodes para financiamentos.
- André de Paula disse que não é justo penalizar produtores e que soluções dependem de articulação entre áreas do governo, incluindo a equipe econômica.
- A visita ocorre durante a preparação do novo Plano Safra, previsto para ser anunciado no início de junho, com foco em crédito rural e taxas de juros.
O Ministério da Agricultura, com a presença do ministro André de Paula, participou de uma reunião com a Sociedade Rural Brasileira (SRB) em São Paulo nesta terça-feira, 4. O objetivo foi discutir dificuldades de acesso ao crédito, seguro rural e entraves regulatórios que afetam o agronegócio. O tom foi de busca por soluções práticas, sem novos pleitos imediatos.
O encontro destacou a necessidade de reduzir obstáculos financeiros para os produtores. O presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, informou que a situação de endividamento preocupa o setor e enfatizou a urgência de mecanismos de renegociação, securitização e alongamento de dívidas para aliviar a pressão financeira.
Entre os temas em debate, o crédito rural foi apontado como gargalo central. A alta inadimplência, aliada a novas exigências, cria insegurança jurídica e dificulta o acesso a recursos. A palestra reforçou a necessidade de equilíbrio entre controle de políticas públicas e direito de defesa do produtor.
O ministro André de Paula reconheceu as dificuldades e afirmou que levará as questões ao governo. Ele ressaltou a necessidade de articulação entre diferentes áreas, inclusive com a equipe econômica, para garantir medidas eficazes no campo.
Propostas e próximos passos
A resolução do CMN que obriga a verificação de desmatamento via Prodes é citada como entrave, segundo a SRB. Há preocupação com eventuais impactos sobre o crédito rural e sobre o custo financeiro para produtores.
De acordo com o ministro, a construção de soluções dependerá de cooperação entre órgãos federais. A ideia é assegurar financiamento estável sem penalizar produtores, preservando o direito de defesa.
O cenário é chamado de “tempestade perfeita” pelo setor, com riscos climáticos, volatilidade de preços e incertezas globais. O governo afirma que atua para mitigar efeitos adversos, mantendo diálogo com o setor.
O encontro ocorre durante a elaboração do novo Plano Safra, com anúncio previsto para o início de junho. A expectativa é de um programa robusto, com atenção especial às taxas de juros para ampliar a efetividade do crédito.
O ministro enfatizou a intenção de manter a interlocução constante com a SRB. A instituição vê o diálogo como crucial para políticas públicas mais alinhadas à realidade do campo.
O objetivo é transformar as preocupações apresentadas em medidas concretas nas próximas semanas, especialmente no crédito rural e no detalhamento do Plano Safra.
Entre na conversa da comunidade