- Economista-chefe da Quantitas, Ivo Chermont, afirma que a desancoragem das expectativas de inflação de prazo mais longo é o principal incômodo do Banco Central, segundo a ata do Copom.
- Chermont diz que o Focus ganhou protagonismo adicional por representar riscos já existentes, ligados aos efeitos secundários do choque primário de energia.
- A leitura da ata aponta que o BC avalia que esses efeitos pressionam as expectativas de inflação de longo prazo.
- O BC deve agir para conter esse processo de desancoragem, conforme apontado no documento.
- A ata indica que a magnitude e a duração do ciclo de calibração da Selic serão determinadas ao longo do tempo.
O Banco Central manifestou incômodo com a desancoragem das expectativas de inflação de longo prazo, aponta Ivo Chermont, economista-chefe da Quantitas, ao revisar a ata da última reunião do Copom. A análise foca no risco embutido pelas previsões de prazo mais longo.
Chermont afirma que o Boletim Focus já materializa riscos que o BC vinha tentando evitar, refletindo os efeitos secundários do choque de energia. Esse desvio é visto como sinal de que as condições macroeconômicas podem exigir resposta extra.
Segundo a ata, o BC continua avaliando a magnitude e a duração do ciclo de calibração da Selic ao longo do tempo, com incertezas que dificultam o delineamento de metas de política monetária. A ata indica vigilância contínua sobre as expectativas de inflação.
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