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Diversificação de mercados explica resultado do 1º trimestre, diz CFO

Marcopolo registra lucro líquido de R$ 264,6 milhões no 1º tri, alta de 8,8% ante 2025, puxado por veículos mais caros e diversificação geográfica

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  • O lucro líquido da Marcopolo no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 264,6 milhões, alta de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Houve receita 1,3% menor e volume de produção 9% menor, mas a margem ficou favorecida por mix de veículos rodoviários mais pesados e de maior valor agregado.
  • A diversificação geográfica ajudou a compensar quedas em mercados individuais, com operações em sete países além do Brasil.
  • Vendas caíram especialmente no México, em 80,7%, apontando o impacto de tarifas e menor investimento; a Austrália tem contribuído para manter a carteira.
  • Licitações recentes incluem cerca de 600 ônibus pelo programa Caminhos da Escola e até 1,5 mil micro-ônibus para o Ministério da Saúde, com possibilidade de chegar a 3 mil unidades, até o fim do primeiro semestre de 2026.

A Marcopolo divulgou lucro líquido de 264,6 milhões de reais no 1º trimestre de 2026, ante 243,3 milhões no mesmo período de 2025, avanço de 8,8%. O resultado ficou acima das expectativas do mercado. A company apresentou queda na receita e no volume, porém elevou a margem com produtos de maior valor agregado.

O diretor financeiro Pablo Motta disse que o mix de itens vendidos ajudou a sustentar a rentabilidade. Segundo ele, veículos rodoviários mais pesados e com maior valor agregado contribuíram para o desempenho, mesmo com menor faturamento e produção.

Apesar da evolução positiva, a Marcopolo viu recuo de 1,3% na receita e queda de 9% no volume de produção. A diversificação geográfica foi apontada como fator relevante para compensar eventuais perdas em mercados específicos.

Desempenho regional e fatores de apoio

No México, as vendas caíram 80,7% em função de tarifas que frearam investimentos voltados à exportação para os EUA, o que pressionou a demanda por ônibus. Motta ressaltou que a retração é pontual, com atenção ao relacionamento comercial com o Canadá, EUA e México.

A Austrália teve contribuição positiva, com carteira já projetada até 2027 e demanda por veículos de alto valor agregado, ajudando a compensar a fraqueza mexicana. A estratégia de diversificação geográfica aparece como alicerce para o grupo.

Impacto de juros e incentivos governamentais

Questionado sobre juros altos no Brasil, Motta afirmou que taxas entre 19% e 21% ao ano limitam a renovação de frotas urbanas. O aumento do diesel também comprime margens para operadores de ônibus. Ajustes tarifários aparecem como desdobramentos potenciais.

O setor rodoviário deve se beneficiar de maior fôlego em função do encarecimento de passagens aéreas, associado ao aumento do querosene de aviação. O Move Brasil Fase 2 foi citado como programa que reduz custos financeiros para ônibus e implementos.

Licitações públicas destacam carteira robusta

Entre contratos públicos, a Marcopolo destacou duas frentes relevantes. No programa Caminhos da Escola, deve entregar aproximadamente 600 ônibus e cerca de 6 mil unidades entre micros e urbans, em parceria com uma fabricante de chassis, totalizando mais de 7 mil unidades licitadas.

No acordo com o Ministério da Saúde, firmado no ano passado, a empresa prevê entregar até 1,5 mil micro-ônibus executivos até o fim do 1º semestre de 2026, com potencial de chegar a 3 mil unidades.

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