- O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que o Banco de Brasília (BRB), com liquidez e capital pressionados por ativos herdados do Banco Master, é um problema do governo do Distrito Federal.
- Ele disse que a União pode entrar em cena, mas não é obrigação, e que, fora risco sistêmico, há mecanismos para lidar com a dificuldade do BRB sem intervenção excepcional.
- A única hipótese para ele considerar intervenção seria risco sistêmico, conforme avaliação do Banco Central.
- Durigan reforçou que o papel do Tesouro Nacional não é cobrir rombos com dinheiro público e citou possibilidades envolvendo o Fundo Constitucional do Distrito Federal (Fundo Constitucional do DF).
- Recentemente, o governo distrital pediu ao Tesouro Nacional a garantia da União para o empréstimo que incluiria o socorro ao BRB.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Banco de Brasília (BRB) enfrenta problemas de liquidez e de capital decorrentes de ativos adquiridos do Banco Master, e que a responsabilidade pela situação é do governo do Distrito Federal (GDF). O diagnóstico foi feito em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira, 4.
Durigan explicou que, na ausência de risco sistêmico, existem mecanismos para lidar com dificuldades de um banco sem recorrer a intervenção especial, ajuda do Tesouro ou medidas emergenciais. A exceção apontada é o chamado risco sistêmico, cenário em que o governo pode chegar a avaliar apoio financeiro.
O ministro ressaltou que o papel do Tesouro Nacional não é expor o dinheiro público sem justificativa para cobrir um rombo mal explicado. Também mencionou possibilidades de saída envolvendo recursos do Fundo Constitucional do DF, mantidos pela União, sugerindo que esse fundo poderia alavancar recursos para a operação.
Recentemente, o governo distrital solicitou ao Tesouro Nacional aval para uma garantia da União em um empréstimo que visa socorrer o BRB. A medida buscaria facilitar a obtenção de crédito para enfrentar a atual curva de liquidez do banco.
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