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Emissões de debêntures caem até 63% em abril, aponta relatório

Em abril, debêntures caem até 63% nas emissões incentivadas e 61% nas primárias, de R$ 21,5 bi para R$ 7,9 bi, com impactos de Raízen, GPA e balanços de Aegea e Braskem

Volume de emissões de debêntures cai até 63% em abril, mostra relatório — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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  • Em abril, o total de ofertas no mercado primário de debêntures corporativas caiu de R$ 19,1 bilhões para R$ 7,4 bilhões, uma queda de 61%.
  • As emissões incentivadas recuaram de R$ 21,5 bilhões para R$ 7,9 bilhões no mês, queda de 63%.
  • O levantamento é da área de pesquisa do Banco ABC Brasil.
  • O recuo reflete, entre outros fatores, os pedidos de recuperação extrajudicial de Raízen e GPA em março e problemas no balanço de Aegea e Braskem.

O volume de emissões de debêntures corporativas caiu de forma acentuada em abril. Dados do Banco ABC Brasil indicam que o total no mercado primário teve recuo de 61% foi de 19,1 bilhões em março para 7,4 bilhões em abril. O segmento de debênturas incentivadas caiu 63%, de 21,5 bilhões para 7,9 bilhões no mesmo período.

O relatório da área de pesquisa aponta que a piora no crédito privado ocorreu em meio a turbulências no mercado. O recuo mensal se manteve expressivo mesmo após um primeiro trimestre relativamente firme para o segmento.

A queda ocorreu em linhas de emissão já anunciadas e em novas captações, refletindo menor apetite de investidores por crédito corporativo. A agenda de créditos ficou mais restrita diante de sinais de deterioração de balanços de alguns emissores.

Contexto setorial

O setor viabilizador de créditos foi impactado por movimentos ocorridos em março. Pedidos de recuperação extrajudicial de Raízen e GPA contribuíram para a percepção de risco entre credores. Além disso, problemas de balanço de Aegea e Braskem também pesaram na retomada de ofertas.

No conjunto, o mês de abril apresentou números abaixo das expectativas para o mercado de debêntures, com retração tanto em volumes totais quanto em títulos incentivados. As informações são da área de pesquisa do Banco ABC Brasil.

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