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Iguatemi registra lucro líquido ajustado de R$ 239,5 milhões no 1º trimestre

Lucro líquido ajustado sobe 110% no 1º tri, impulsionado por ganho de capital de 144,5 milhões com venda de participações minoritárias em quatro shoppings

O shopping Iguatemi, em Brasília - (crédito: Telmo Ximenes/Civulgação)
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  • O lucro líquido ajustado do Iguatemi foi de R$ 239,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 110% na comparação com o mesmo período de 2025, impulsionado por ganho de capital de R$ 144,5 milhões com a venda de participações minoritárias em quatro shoppings.
  • O Ebitda ajustado somou R$ 405,2 milhões, com margem de 109,9% (alta de 35,8 p.p. vs. o mesmo trimestre do ano anterior).
  • A receita líquida total atingiu R$ 361 milhões, com receita de locação de espaços de R$ 265,8 milhões; a receita de varejo somou R$ 56,7 milhões, impulsionada por mais marcas operando.
  • A dívida líquida foi de R$ 1,9 bilhão, diminuindo 13,9% no trimestre, e a alavancagem caiu para 1,29 vez; a inadimplência dos lojistas ficou em 0,7%.
  • Vendas dos shoppings somaram R$ 5,7 bilhões no trimestre, alta de 12,8%; a Iguatemi reforçou a estratégia de concentrar-se em ativos de maior qualidade, vendendo ativos menos resilientes para focar nos chamados trophy assets.

A Iguatemi, rede que administra 17 shoppings e outlets, reportou lucro líquido ajustado de R$ 239,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante R$ 113,6 milhões no mesmo período de 2025. O resultado mostrou salto de 110% e contou com ganho de capital de R$ 144,5 milhões com a venda de participações minoritárias em quatro shoppings.

As operações envolvem ativos em Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas, vendidos no início deste ano como parte da estratégia da companhia de concentrar-se nos empreendimentos mais rentáveis.

Além do ganho de capital, a Iguatemi teve crescimento nas principais linhas de receita: locação de lojas, estacionamento, taxa de administração e varejo, compensando o aumento das despesas com juros. O desempenho foi destacado pelo vice-presidente de Finanças e RI, Guido Oliveira, como resultado de expansão de aluguéis e venda de ativos.

O Ebitda ajustado somou R$ 405,2 milhões, alta de 65,9% na base anual, com margem de 109,9%, 35,8 p.p. acima do igual período de 2025. O FFO atingiu R$ 274,7 milhões, aumento de 98,4%, e a margem ficou em 74,5%.

A receita líquida totalizou R$ 361 milhões, 14,5% superior. A receita de locação de espaços nos shoppings subiu 6,3%, para R$ 265,8 milhões, registrando reajustes contratuais e maior base de lojistas. A receita de estacionamento avançou 5,5%, para R$ 63,4 milhões, enquanto a taxa de administração teve alta de 19,2%, para R$ 22,9 milhões.

A receita de varejo, que inclui o marketplace Iguatemi 365 e lojas próprias, somou R$ 56,7 milhões, alta de 59% pela ampliação de marcas operadas no portfólio, como Polo Ralph Lauren e Birkenstock.

Custos operacionais somaram R$ 70,6 milhões; as despesas gerais e administrativas chegaram a R$ 36,9 milhões, com crescimento de 2,8%. O resultado financeiro apresentou despesa líquida de R$ 100,7 milhões, 27% acima do registrado no 1T de 2025, reflexo dos juros elevados.

A dívida líquida encerrou o período em R$ 1,9 bilhão, queda de 13,9% frente ao final de 2025. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/patrimônio, recuou para 1,29 vez, contra 1,68 vez naquele trimestre.

Operacional

As vendas somaram R$ 5,7 bilhões no 1T 2026, alta de 12,8% ante o primeiro trimestre de 2025. As vendas nas mesmas lojas subiram 5,2%, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas avançaram 6%. Vendas por metro quadrado alcançaram R$ 8,2 mil, com aluguéis por metro quadrado de R$ 667.

A Iguatemi investiu na ampliação de seu portfólio, mantendo ativos de alto desempenho. A taxa de ocupação dos shoppings chegou a 97,3% no início de 2026, frente 96,6% um ano antes. A inadimplência líquida dos lojistas ficou em 0,7%, ante 1,4% no comparativo anterior.

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