- O Banco Central informou nesta terça-feira (5) que as expectativas inflacionárias subiram após o início da guerra no Oriente Médio.
- A instituição manteve que reduzir a taxa básica de juros foi a decisão mais adequada, levando a Selic a 14,5% ao ano na última reunião do Copom.
- O economista Miguel Daoud classificou o movimento como um “voto de confiança” do BC, mas ressaltou que o ambiente é totalmente adverso.
- A inflação já está acima do teto da meta, com leitura pressionando para cima ao longo de várias semanas.
- O BC sinalizou que, até março, as altas taxas criaram condições para novo corte no fim de abril, mas Daoud teme que o efeito da guerra possa dificultar esse ajuste.
O Banco Central informou nesta terça-feira, 5, que as expectativas inflacionárias se elevaram após o início da guerra no Oriente Médio. A inflação, embora ainda acima da meta, levou o Copom a reduzir a taxa Selic para 14,5% ao ano, medida tida como adequada pelo órgão.
O economista Miguel Daoud avaliou o cenário em entrevista ao Conexão Record News, afirmando que o ambiente é considerado totalmente adverso. Ele destacou que a inflação pode subir semanalmente e já ultrapassa o teto da meta, conforme leitura do mercado.
A autoridade monetária apontou que os juros altos mantidos até março criaram condições para um novo corte no fim de abril. Daoud, por sua vez, ressaltou impactos imediatos sobre o orçamento familiar e ponderou que não há certeza de continuidade dos cortes, mesmo diante do conflito.
Contexto de inflação e avaliação do Copom
O BC sustenta que a redução atual da Selic busca calibrar a política diante da inflação pressionada, sem descartar novos movimentos caso as condições macroeconômicas se agravem. A guerra no Oriente Médio amplia incertezas e pode influenciar preço de bens e serviços.
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