- A Latam reduziu entre dois e três por cento os voos previstos para junho no Brasil, por causa do aumento dos preços do combustível de aviação.
- A empresa revisou suas projeções e estima custos adicionais com combustível superiores a US$ 700 milhões no segundo trimestre.
- O litro de combustível está custando o dobro do valor de fevereiro, com alta acumulada de cerca de 100 por cento nos últimos três meses.
- No primeiro trimestre, a Latam registrou lucro líquido de US$ 576 milhões, margem operacional ajustada de 19,8% e EBITDA de US$ 1,3 bilhão, com transporte de 22,9 milhões de passageiros, alta de 9,1% na comparação anual.
- A companhia manteve a orientação para 2026, com EBITDA ajustado entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões, e liquidez acima de US$ 4 bilhões; não há risco de desabastecimento nos destinos operados.
A Latam Airlines Group afirmou que reduzirá entre 2% e 3% a malha de voos prevista para junho no Brasil, diante da alta dos preços do combustível de aviação. A medida acompanha a revisão de projeções de lucro e a estimativa de custos adicionais acima de US$ 700 milhões no segundo trimestre.
A companhia informou que os ajustes na malha são pontuais e refletem o encarecimento do querosene e o preço atual das passagens. Até abril e maio, segundo a Latam, não houve cancelamentos significativos de viagens, mas há o risco de novas revisões caso a guerra no Oriente Médio se estenda.
A Latam Brasil destacou que está pagando o litro de combustível no dobro do valor de fevereiro, com alta acumulada de cerca de 100% nos últimos três meses. A empresa enfatizou que os custos adicionais já impactaram o resultado do trimestre.
Resultado financeiro e perspectivas
No primeiro trimestre, o grupo registrou lucro líquido de US$ 576 milhões, com margem operacional ajustada de 19,8% e EBITDA de US$ 1,3 bilhão. A empresa transportou 22,9 milhões de passageiros, alta de 9,1% ante o mesmo período do ano anterior.
A Latam informou que a alta de combustíveis gerou cerca de US$ 40 milhões em custos adicionais no período. Diante da volatilidade, revisionou as projeções para 2026, passando a estimar EBITDA ajustado entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões.
A companhia disse planejar compensar parte dos impactos com medidas de capacidade, redução de custos e gestão de receitas. A liquidez da empresa permanece acima de US$ 4 bilhões, e não há previsão de desabastecimento nos seus destinos.
As informações são apuradas pela Reuters.
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