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Mulheres são minoria e ganham menos em cargos de liderança no setor florestal

Formadas em engenharia florestal somam 49%, mas representam 22,97% do quadro e 14,3% da liderança, com salários a 64,1% do masculino

Dados do 4ª Panorama de Gênero do Setor Florestal, produzido pela Rede Mulher Florestal, mostram que a presença feminina corresponde a 22,97% do efetivo, com 7.414 dos 32.272 trabalhadores. - (crédito: Claudia Torres - Flickr)
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  • A presença feminina no setor florestal é de 22,97% do efetivo, com 7.414 de 32.272 trabalhadores.
  • Entre os cursos, as mulheres correspondem a 49% dos graduados em Engenharia Florestal entre 2009 e 2024.
  • Nos cargos de alta liderança, as mulheres representam 14,3% dos profissionais.
  • Em salários, mulheres em cargos de liderança executiva recebem, em média, 64,1% do que ganham homens no mesmo nível.
  • O levantamento ouviu 32 empresas e aponta que 90,6% delas adotam políticas de equidade de gênero e combate à discriminação.

A participação feminina no setor florestal brasileiro tem mostrado avanços, mas ainda enfrenta desigualdades significativas. Segundo o 4º Panorama de Gênero do Setor Florestal, produzido pela Rede Mulher Florestal, as mulheres respondem por 22,97% do efetivo, com 7.414 de 32.272 trabalhadores.

Entre as áreas técnicas, a presença cresce na formação. Nos cursos de Engenharia Florestal, as mulheres alcançam 49% dos graduados no período de 2009 a 2024. Contudo, esse avanço não se reflete na atuação profissional, especialmente em cargos de liderança.

Participação em cargos de liderança e remuneração

A pesquisa aponta que apenas 14,3% dos profissionais da alta liderança executiva são mulheres. Embora o índice tenha apresentado variações positivas em edições anteriores, o relatório indica oscilações no ritmo de avanço e aponta a limitação da presença feminina nos níveis mais altos de decisão.

Além disso, existe disparidade salarial. Em cargos de liderança executiva, as mulheres recebem, em média, 64,1% do que ganham homens no mesmo nível.

A percepção de progresso é reforçada por dados da pesquisa, que aponta maior protagonismo institucional. Constatou-se que 90,6% das empresas estudadas possuem políticas de equidade de gênero e combate à discriminação, número que dobrou em relação à primeira edição, quando era de 45,8%.

O levantamento ouviu 32 empresas atuantes em silvicultura de plantas exóticas, restauração florestal, consultoria, manejo de nativas, manejo comunitário e instituições de ensino e pesquisa pública. A presidente da Rede Mulher Florestal destaca que os números refletem um mapa claro do que ainda falta construir, incentivando ações para transformar equidade em prática cotidiana nas equipes, nos processos, nas lideranças e em toda a cadeia produtiva.

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