- Uma operação internacional prendeu pelo menos 276 suspeitos e desativou nove centros usados em golpes de investimento com criptomoedas, em uma ofensiva contra redes transnacionais de fraude financeira digital.
- A ação envolveu Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, China, Dubai e Tailândia, com foco em interromper estruturas usadas para enganar vítimas e lavar criptoativos.
- Os golpes utilizavam plataformas falsas para convencer vítimas a transferir dinheiro, com construção de confiança ao longo do tempo, caracterizando o golpe conhecido como “pig butchering”.
- Autoridades associaram parte das operações a tráfico de pessoas e trabalho forçado, recrutando estrangeiros para atuar nos golpes em centros controlados por organizações criminosas.
- Além das prisões, foram bloqueados mais de US$ 701 milhões em criptomoedas ligados à lavagem de dinheiro, com apreensão de canais de recrutamento e de centenas de domínios falsos.
Uma operação internacional prendeu pelo menos 276 suspeitos e desativou nove centros usados em golpes de investimento com criptomoedas. A ofensiva visou redes transnacionais de fraude financeira digital.
Autoridades dos Emirados Árabes Unidos, dos EUA, da China, de Dubai e da Tailândia participaram da ação. O objetivo foi interromper estruturas que enganam vítimas, protegem valores em criptoativos e mantêm operações de fraude em escala industrial.
Segundo as investigações, os grupos utilizavam plataformas falsas de investimento para induzir transferências. Em muitos casos, criavam relações de confiança ao longo do tempo antes de pedir depósitos.
O golpe é conhecido como pig butchering ou romance baiting. A tática combina engenharia social, promessas de retorno financeiro e manipulação emocional para ampliar os valores investidos.
Além disso, as autoridades associaram parte das operações a tráfico de pessoas e trabalho forçado. Estrangeiros eram recrutados com promessas de emprego e obrigados a atuar nos golpes em centros controlados por organizações criminosas.
No total, foram bloqueados mais de US$ 701 milhões em criptomoedas ligados à lavagem de dinheiro. Também houve apreensão de canais de recrutamento e de centenas de domínios usados em investimentos fraudulentos.
O caso inclui a identificação de um trojan bancário para Android empregado em campanhas de roubo financeiro. O malware era distribuído por páginas falsas que imitavam lojas de apps ou serviços governamentais.
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