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Produtos básicos ajudam a conter a inflação dos alimentos em abril

Alimentos em São Paulo sobem 0,81% em abril, freando a inflação após março; café recua, arroz e feijão perdem ritmo, leite ainda pressiona o bolso do consumidor

Seção de frutas e verduras em supermercado na capital paulista
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  • Em abril, a inflação dos alimentos em São Paulo foi de 0,81%, depois de 1,36% em março, totalizando 2,73% nos quatro primeiros meses do ano.
  • Os alimentos tiveram alta superior à inflação média do mês, de 0,4%.
  • Arroz subiu 2% em abril, com safra maior e oferta fortalecida; feijão subiu 4% no mês, mas registrou queda na semana final.
  • Café encerrou o mês com queda de 4,4%; leite longa vida subiu 15,2% no mês, mas o ritmo de alta diminuiu ao longo das semanas.
  • Frango e carne suína ficaram mais baratos (-1,8% e -1,7%), carne bovina subiu 0,6%, laranja caiu 2,5% e tomate subiu 13%.

O índice de preços dos alimentos em São Paulo subiu 0,81% em abril, conforme dados da Fipe, após alta de 1,36% em março. O aumento acumula 2,73% nos quatro primeiros meses do ano, ainda acima da inflação média de 0,4% no mês.

A divulgação da Fipe aponta que a pressão de preços nos alimentos vem diminuindo ao longo das semanas. A metodologia considera médias de 30 dias e atualizações semanais, com a última leitura indicando queda de ritmo em vários itens.

Em abril, alguns itens tiveram recuo ou desaceleração, como arroz, feijão e café. O arroz fechou o mês com alta de 2% ante 3% no início. O feijão terminou com alta de 4%, bem abaixo de 15% no começo do mês.

Café em queda de 4,4% no mês, favorecido pela nova safra brasileira. O café em pó já registra queda de 7% neste ano. O leite longa vida permanece pressionado, com alta média de 15,2% em abril, embora menor que os 22% do meio do mês.

A alimentação também é influenciada pela oferta de chapas de temporada: pão e açúcar recuaram, com o açúcar já com retração de 13% no ano, devido à melhoria da oferta mundial. O óleo de soja iniciou a recuperação, registrando alta de 0,35% em abril após quedas anteriores.

Carnes tiveram salários diferentes: frango e suíno caíram 1,8% e 1,7%, respectivamente, com melhora na oferta interna. A carne bovina seguiu em alta, 0,6% no mês, apesar de recuo de março. A arroba do boi estabilizou, segundo Cepea.

No conjunto de frutas, a laranja caiu 2,5%, ajudando a segurar a inflação. Entre os legumes, o tomate subiu 13% em abril, contribuindo para a pressão de itens básicos após a Páscoa.

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