- Painel promovido pelo Gorila discutiu qual será o modelo de advisory vitorioso até 2030, com participação de Maria Klein, Felipe Bichara e Ricardo Guimarães.
- Segundo Bichara, o setor evoluiu nas duas últimas décadas, saindo de atendimento restrito e renda variável para serviços mais amplos e complexos.
- Guimarães lembra que, em 2016, relatórios consolidados deixaram de ser diferencial e passaram a ser obrigação; a relação humana continua essencial, com tecnologia como apoio.
- O consenso é de que o modelo vencedor será mais integrado e holístico, atendendo diversas necessidades do cliente, não apenas investimentos.
- A regulação, como as normas da CVM 178 e 179, aumenta a transparência sobre remuneração e impulsiona o modelo fee-based; qualificação técnica e atenção à jornada do cliente são importantes para futuras gerações.
O painel promovido pelo Gorila discutiu qual modelo de advisory deve vencer até 2030. O tema central: como crescer no mercado de assessoria de investimentos, mantendo o foco em relacionamento humano e serviço integrado.
Participaram do debate Maria Klein, do C6 Bank; Felipe Bichara, da Faros Multi-Family Office; e Ricardo Guimarães, da Vita Investimentos e Tori. A reflexão partiu da pergunta: qual modelo ainda funciona em cinco anos?
No panorama brasileiro, Felipe Bichara destacou a evolução do setor desde o fim dos anos 1990, quando o atendimento era mais restrito e a renda variável predominava. Hoje, o leque de serviços se ampliou e a relação ficou mais complexa.
Ricardo Guimarães apontou que, operativamente, relatórios deixaram de ser diferencial em 2016 e se tornaram expectativa. O foco passou a ser um modelo mais humano, com equilíbrio entre tecnologia e relacionamento.
Os especialistas concordaram que o modelo vencedor não será apenas sobre produto, mas sobre serviço integrado. A demanda atual busca soluções holísticas que atendam várias necessidades do cliente.
A relação humana foi destacada como ativo central. Mesmo com avanços da IA, o atendimento pessoal continua essencial para aspectos patrimoniais e familiares que exigem apoio emocional.
Comparação com os Estados Unidos mostrou que o país está à frente em 15 a 20 anos, com o advisor atuando como médico da família e oferecendo planejamento sucessório, contabilidade e suporte jurídico integrados.
A regulação também foi tema relevante. Normas como CVM 178 e 179 aumentaram a transparência sobre remuneração, estimulando o uso de modelos baseados em taxas fixas e o amadurecimento da profissão.
A formação técnica ganhou importância. No Brasil, estima-se que haja cerca de 12 mil certificados CFP, com aproximadamente 15% dos profissionais na prática de assessoria possuindo a certificação.
Para a nova geração de clientes, a jornada do investidor será decisiva. Tecnologia é essencial, mas a diferenciação virá da capacidade de antecipar demandas e manter vínculos com herdeiros.
Regulação e remuneração
A discussão abordou como a transparência regulatória influencia a confiança do cliente e a evolução do modelo fee-based, com maior clareza sobre custos.
Formação e valor entregue
Especialistas destacaram a necessidade de entregar valor real, acompanhando a maturação do cliente e a profissionalização do setor.
Perspectivas do “novo ecossistema”
O painel indicou que o advisory tende a se consolidar como experiência, confiança e continuidade, indo além do investimento puro.
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