- Um grupo de acionistas da Tenda, entre eles AZ Quest, Ibiuna, Kinea e Vinci, passou a cobrar o conselho de administração para conter a queima de caixa da Alea, divisão de casas de madeira pré-fabricadas, e os prejuízos da unidade.
- Os investidores sugerem que a Alea seja descontinuada caso não haja melhoria; a Tenda nega a possibilidade e afirma que não considera encerrar a subsidiária.
- A administração diz que a Alea tem potencial para gerar valor e manter o plano de ajuste já anunciado, sem novos movimentos de mudança no negócio.
- A Alea reorganizou seus canteiros, reduziu lançamentos e adotou mão de obra própria, o que levou a revisão do breakeven do fluxo de caixa para 2027.
- No primeiro trimestre, a queima de caixa da Alea foi de R$ 14,9 milhões, queda de 55,3% frente ao mesmo período do ano anterior; a empresa prevê que a queima esteja dentro do guidance anual de R$ 60 milhões a R$ 80 milhões.
A Tenda reafirmou a sua visão sobre a Alea, divisão de casas de madeira pré-fabricadas. Mesmo com críticas de um grupo de acionistas, a empresa sustenta o potencial da subsidiária e rejeita qualquer ideia de encerrá-la. A discordância ganhou força entre investidores.
O grupo envolve gestoras como AZ Quest, Ibiuna, Kinea e Vinci, entre outras. Eles pedem que o conselho de administração puna a queima de caixa e os prejuízos da Alea, com a sugestão de descontinuidade caso o desempenho não melhore. A informação foi veiculada pelo Neofeed e confirmada pelo Estadão/Broadcast.
A Alea já passou por estouros de custos e reorganização dos canteiros. Foram reduzidos lançamentos, regiões de atuação e passou a usar mão de obra própria. O objetivo é chegar ao equilíbrio financeiro com menos variações de custo.
Não houve decisão de descontinuidade, segundo o diretor financeiro e de RI da Tenda, Luiz Maurício de Garcia. Ele afirmou que o conselho acredita no potencial da Alea para gerar valor para os acionistas e manter o plano de recuperação.
No desempenho financeiro, a Alea registrou queima de caixa de R$ 14,9 milhões no 1º trimestre deste ano, queda de 55,3% ante o mesmo período de 2025. Se a redução se mantiver, o indicador fica próximo da meta anual.
Investidores e estratégia
Os acionistas defendem separar a Alea da operação tradicional da Tenda, que é baseada em construção em canteiro. argumentam que o modelo da Alea exige gestão distinta para não prejudicar a percepção da empresa-mãe no mercado.
Garcia destacou que o ajuste de rota já foi anunciado e não prevê mudanças no plano de negócios. O executivo disse que houve percursos difíceis, mas apontou sinais de melhora gradual na operação da Alea.
A Tenda informou que continua acompanhando os resultados e a evolução da Alea. A holding mantém o objetivo de usar a experiência da subsidiária para ampliar o portfólio de habitações populares com custo acessível.
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