- O Banco Mercantil fechou o 1º trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 273 milhões, alta de 1% frente ao trimestre anterior e de 14% ante o mesmo período de 2025, atingindo o 14º trimestre consecutivo de lucro recorde; ROAE em 12 meses chegou a 42,7%.
- A carteira de crédito total somou R$ 25,2 bilhões, crescimento de 6% no trimestre e de 33% em 12 meses; crédito consignado equivalia a R$ 18,2 bilhões, +8% no trimestre e +51% em 12 meses.
- A originação de crédito totalizou R$ 4,7 bilhões, queda de 11% no trimestre e de 9% em 12 meses.
- Receitas de prestação de serviços somaram R$ 372 milhões, alta de 20% no trimestre e de 83% em 12 meses, com destaque para seguros e assistências; o Meu+ impulsionou o crescimento do ecossistema de benefícios.
- Inadimplência acima de noventa dias ficou em 3,3%; Índice de Basileia encerrou o trimestre em 16,0%; 81% das concessões de crédito ocorreram por canais digitais; base de clientes está estável em 10 milhões.
O Banco Mercantil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de 273 milhões de reais, alta de 1% frente ao trimestre anterior e de 14% ante o mesmo período de 2025. O resultado marca o 14º trimestre consecutivo de lucro recorde, com retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 12 meses em 42,7%.
A carteira de crédito atingiu 25,2 bilhões de reais, crescimento de 6% no trimestre e de 33% em 12 meses. Do total, 18,2 bilhões referem-se a crédito consignado, o que representa alta de 8% no trimestre e 51% em relação ao 1º trimestre de 2025. A originação somou 4,7 bilhões, queda de 11% no trimestre e de 9% em 12 meses.
Desempenho e perspectivas
O banco destacou que o resultado recorrente aponta solidez, mesmo diante de ciclos econômicos e mudanças regulatórias. Para o CEO Gustavo Araújo, os recordes refletem disciplina de execução e evidenciam o ecossistema do Mercantil voltado ao público 50+. O tema do consignado é citado como parte relevante, mas não exclusividade da atuação da instituição.
Sobre mudanças regulatórias, o Mercantil não espera impacto negativo significativo com o fim da margem exclusiva de 10% para cartão consignado, anunciada pelo governo no Novo Desrola Brasil. O CEO afirmou que a instituição não é fortemente dependente de cartões e que a medida pode, para o grupo, ter efeito neutro a positivo, dada a possibilidade de uso da margem em linhas de crédito consignado mais baratas.
Em relação à decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de suspender novas concessões de crédito consignado do INSS até comprovar a eficácia das travas de segurança, Araújo classificou o movimento como duro. O executivo afirmou que a interrupção afeta uma linha importante para aposentados e famílias endividadas, refletindo o cenário de inadimplência histórica elevada.
Crédito consignado privado e impactos operacionais
O Mercantil vem ampliando a atuação no consignado privado. Após quatro meses de testes, o banco registrou crescimento próximo de 1 bilhão na carteira, que alcançou 2,8 bilhões em março. A instituição destacou que o processo de adaptação envolve ajustes operacionais ao longo do ano, visando ampliar o desenvolvimento da linha.
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,3%, ante 3,1% no trimestre anterior e 2,2% há um ano. O índice de Basileia fechou o trimestre em 16,0%, frente 13,5% no fim de 2025 e 16,4% em março de 2025. As receitas com prestação de serviços somaram 372 milhões de reais, alta de 20% no trimestre e 83% em 12 meses, puxadas principalmente por seguros e assistências, que responderam por 89,5% do total.
Portfólio, canais e base de clientes
As despesas administrativas somaram 397 milhões de reais no 1T26, queda de 6% ante o trimestre anterior, mas alta de 32% em 12 meses. Despesas com pessoal caíram 10% no trimestre, mas cresceram 27% no ano, para 231 milhões. A distribuição digital representou 81% das concessões de crédito no período, com destaque para o uso de aplicativo e WhatsApp, reduzindo custos e fortalecendo a gestão de risco.
A base de clientes manteve-se em 10 milhões, com ganho de 11% em 12 meses. O saldo reforça a estratégia de investimento em plataformas de benefícios, como o Meu+, que integra descontos em saúde, odontologia, farmácia e serviços, além de suporte tecnológico. A mensagem do banco é de fortalecimento do ecossistema para manter margens estáveis e ampliar o cross-sell.
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