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Brasil movimenta bilhões com games, mas mercado não atingiu auge, diz criador

Mercado brasileiro de games movimenta bilhões, mas ainda não atingiu o auge; evolução dependerá de inclusão, profissionalização e novos modelos de consumo

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  • O Brasil é um dos maiores mercados de games do mundo, movimentando cerca de R$ 12,7 bilhões, segundo Eric Guimarães, fundador da Yellow House.
  • A Game Season promoveu ações que conectam marcas, público e cultura gamer, buscando inclusão, profissionalização e novas formas de consumo.
  • Um destaque foi o torneio de Counter-Strike 2 em um porta-aviões operante no NAM Atlântico, realizado com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro e da Federação de Esportes Eletrônicos do estado.
  • O projeto também investe em conteúdo educativo durante competições, com bastidores, palestras e entrevistas para explicar o ecossistema dos games e esports.
  • Entre tendências, Guimarães aponta o design de experiências e a personalização de NPCs como frentes com potencial de crescimento no setor.

O Brasil consolidou-se como um dos maiores mercados de games do mundo, movimentando bilhões e influenciando além do entretenimento. O fundador da Yellow House e idealizador da Game Season, Eric Guimarães, aponta que o setor evoluiu para negócios, inovação e transformação social.

Guimarães afirma que o futuro do gaming no Brasil passa por inclusão, profissionalização e novos formatos de consumo. Ele ressalta que ainda há espaço para crescer, mesmo com o cenário atual já bastante expressivo em bilionários fluxos de dinheiro.

A Game Season foi criada para ampliar a participação de marcas não endêmicas no universo gamer, conectando público, marcas e cultura por meio de grandes eventos. O objetivo é tornar o ecossistema mais aberto e interdisciplinar.

Proposta e impacto da Game Season

Guimarães explica que, ao apresentar o projeto no Rio Innovation Week, percebeu a necessidade de dialogar com diferentes públicos. A proposta foi abrir o diálogo entre marcas e o ecossistema gamer e valorizar o entretenimento com conteúdo técnico.

A iniciativa ampliou a visão sobre o que compõe o setor, incluindo palestras, bastidores e experiências que não se restringem aos campeonatos. O foco é mostrar caminhos profissionais dentro do mercado de games e esports.

O objetivo é desmistificar o universo gamer, tornando-o menos segmentado. Ao integrar marcas podem participar, ampliando oportunidades para profissionais e fãs, com uma comunicação mais direta entre players, indústria e público.

Eventos marcantes e parcerias

Um destaque é o torneio de CS2 a bordo do NAM Atlântico, o maior porta-helicópteros em atividade na América Latina. A ideia surgiu com a parceria da Secretaria de Esporte do RJ e da FERG, além do apoio logístico da Marinha.

A realização exigiu planejamento de duas semanas para logística, cenografia e produção, com montagem rápida dentro do navio. O evento contou com streaming em várias plataformas, expandindo o alcance da competição.

Guimarães aponta que ver a comunidade recebendo as ações da Game Season reforça o valor do trabalho. O perfis de famílias acompanhando eventos mostram a eficácia de unir entretenimento e aprendizado.

Crescimento do mercado e lacunas

Segundo o fundador, o Brasil vive crescimento contínuo do CS e de outras modalidades, com grandes eventos nacionais e internacionais atraindo públicos robustos. A presença de equipes globais reforça o potencial de consumo de conteúdo.

A partir de investidores e incubadoras, o setor ainda depende de mais apoio à formação de atletas profissionais. Falta estrutura para desenvolver talentos locais e reduzir a dependência de jogadores estrangeiros.

A área de backstage também aparece como espaço de atuação para jovens profissionais, com criadores de conteúdo, editores e produtores assumindo papéis de peso em grandes eventos.

Mobilização social e oportunidades

Guimarães enfatiza a importância de criar oportunidades para crianças e jovens de comunidades, especialmente com jogos mobile. A democratização do acesso permitiu que novas gerações participem de competições com premiações reais.

O entrevistado relembra ações passadas, como edições com times formados por crianças de comunidades. Esses exemplos ajudam a enxergar o caminho do talento local, fortalecendo a educação e a aspiralão profissional no ecossistema.

Perspectivas e futuro

Entre planos futuros, a Game Season mira ampliar conteúdos com influenciadores e creators do mercado, conectando-os a um público cada vez mais conectado. A ideia é mostrar como transformar hobby em profissão.

Guimarães destaca ainda a tendência de design de experiências, com NPCs de personalidade adaptativa e jogos de RPG que incorporam vida real aos personagens. A inovação abre novos horizontes para a indústria.

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