- A CSN encerrou o quarto trimestre de 2025 com dívida líquida de R$ 41,2 bilhões e alavancagem de 3,47 vezes dívida líquida sobre EBITDA, acima do guidance de 3 vezes.
- A leitura de mercado passou a girar em desalavancagem: o plano de venda de ativos pode reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões da dívida, levando a alavancagem esperada entre 1,7 e 2,0 vezes EBITDA em 2026.
- O prazo e a execução do plano são pontos-chave, já que dependem de preço de venda, timing e interesse de compradores.
- Juros altos, Selic projetada em 13% ao fim de 2026 e inflação ainda elevada mantêm custo da dívida alto, pressionando caixa e capacidade de investir.
- O cenário de minério e aço segue curto prazo desafiador, com pressões de oferta e demanda globais; o mercado vê a CSN mais como uma tese de turnaround do que investimento estrutural de longo prazo.
A CSN enfrenta pressão de dívida elevada e exposição a commodities, num cenário de juros altos e demanda global contida. O mercado avalia a empresa mais como uma tentativa de turnaround do que como uma aposta estrutural de longo prazo. Mineração, siderurgia e logística mantêm seus ativos relevantes, mas a valorização depende de desalavancagem eficaz.
A leitura atual do mercado vai além da operação e do crescimento. Em 2025, a dívida líquida ficou em 41,2 bilhões de reais, com alavancagem de 3,47 vezes o EBITDA, acima do guidance de 3 vezes. A empresa aposta na venda de ativos para reduzir o endividamento.
Nesta linha, o plano envolve desinvestimentos que podem reduzir entre 15 e 18 bilhões de reais da dívida, abrindo espaço para uma alavancagem entre 1,7 e 2,0 vezes o EBITDA em 2026. Contudo, o sucesso depende de execução, prazos, preços de venda e apetite de compradores.
Juros elevados agravam o peso financeiro. Com a Selic projetada em 13% ao fim de 2026, o custo da dívida continua pressionando o caixa. Investidores monitoram se a CSN consegue atravessar o ciclo com menor impacto no balanço.
O cenário para minério de ferro e aço também é desafiador. O Banco Mundial antecipa novas quedas de preços em 2026, diante de menor crescimento global e riscos na China. Custos de frete e energia sustentam pressão de curto prazo.
Mesmo com queda de margens na siderurgia e desaceleração imobiliária chinesa, grandes players globais mostram impactos. A CSN é vista hoje mais como uma tese de desalavancagem do que como defender de longo prazo, segundo a análise.
Para a banca, avanços na redução de dívida, na efetivação do plano de venda de ativos e na melhora de fluxo de caixa são cruciais. Sem isso, a empresa permanece vulnerável a ciclos de commodities e a juros mais altos por mais tempo.
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