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Governo encara risco de calote em empréstimo de R$ 1 bi a companhias aéreas

Governo assume risco de calote em empréstimo emergencial de até R$ 1 bilhão para Azul, Gol e Latam, para manter operações diante da alta do querosene de aviação

Movimentação de passageiros no Aeroporto de Congonhas após suspensão de voos
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  • Governo decidiu assumir o risco de um empréstimo de até R$ 1 bilhão para companhias aéreas, para atenuar o impacto do aumento do querosene de aviação causado pela guerra no Oriente Médio.
  • A linha de crédito emergencial terá a União como única responsável pelo risco de calote, sem exigência de garantias, e terá como destinatárias Azul, Gol e Latam.
  • O recurso será usado para capital de giro, permitindo manter operações, pagar combustível, fornecedores e despesas diárias; prazo de pagamento até seis meses, com quitação em parcela única no final.
  • O valor por empresa fica limitado a até 1,6% do faturamento bruto de 2025, com teto de R$ 330 milhões; o Banco do Brasil atuará apenas como operador, sem avaliar viabilidade econômica.
  • A medida ocorre em meio a alta recente do preço do querosene de aviação, que já elevou custos das empresas e o preço médio de passagens domésticas.

O governo Lula decidiu assumir um empréstimo emergencial de até 1 bilhão de reais para companhias aéreas, como medida para mitigar os efeitos da alta do querosene de aviação. O crédito será custeado pelo Tesouro, sem garantias, com risco incorreto para as empresas apenas se não honrarem o pagamento.

A linha de crédito é dirigida a Azul, Gol e Latam, que dominam 99% dos voos no Brasil. O governo informa que as três companhias atravessam momentos financeiros desafiadores e que a medida não exige garantias adicionais por parte das empresas.

O empréstimo tem caráter emergencial e curto prazo. Os recursos poderão ser usados apenas para capital de giro, mantendo operações, pagamento de combustível e fornecedores. O prazo de pagamento é de até seis meses, com quitação única ao final.

O valor máximo por empresa corresponde a até 1,6% do faturamento bruto de 2025, limitado a 330 milhões de reais. O Banco do Brasil atuará como operador do crédito, sem avaliar a viabilidade econômica das companhias.

A medida surge em meio ao aumento do custo do combustível de aviação, cujo preço subiu expressivamente nos últimos meses devido à guerra no Oriente Médio. O querosene de aviação representa mais de 30% das despesas operacionais das empresas.

Dados recentes indicam alta de cerca de 10% no QAV em março e 54,8% em abril. Em 1º de maio, a Petrobras anunciou aumento de 18% às distribuidoras, em razão do contexto geopolítico.

A elevação do combustível já impactou as contas das companhias, elevando gastos mensais em mais de 700 milhões de reais até abril, segundo estimativas do Ministério de Portos e Aeroportos.

O preço médio de passagem doméstica também subiu. Em março, a tarifa média foi de 707,16 reais, 17,8% acima de março de 2025, conforme a Anac. Em fevereiro havia sido 617,78 reais, com alta de 14,5% em relação ao mês anterior.

A linha de crédito é apresentada como forma de reduzir impactos na conectividade e no custo do transporte aéreo, sem a exigência de garantias reais. A decisão ainda depende de regulamentação que será publicada pelo governo.

As companhias e a ABear afirmaram que aguardam a publicação da resolução para avaliar a viabilidade e a relevância da nova linha de crédito. Não houve manifestação oficial do Ministério da Fazenda, de Portos e Aeroportos ou do Banco Central sobre detalhes adicionais.

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