- Em entrevista no Pentágono no dia 5, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, foi questionado sobre o possível uso de “golfinhos kamikazes” na guerra no Oriente Médio; ele disse não poder confirmar nem negar, mas afirmou que o Irã “não tem nenhum”.
- O tema surgiu após reportagem do The Wall Street Journal sustentar que autoridades iranianas teriam citado a hipótese de usar golfinhos carregando minas contra navios dos EUA; a CNBC não viu confirmação pública de capacidade iraniana.
- Não é ficção: a Marinha dos Estados Unidos mantém, desde 1959, programa para treinar golfinhos e leões-marinhos para detectar minas, identificar ameaças e localizar objetos no mar, não para ataques.
- Especialistas citados pela CNBC dizem que a função atual dos mamíferos é usar ecolocalização para encontrar objetos submersos; leões-marinhos são usados em áreas com baixa visibilidade.
- Historicamente, golfinhos foram usados em conflitos desde a Guerra Fria; há relatos de pesquisa soviética e herança para a Ucrânia, além de rumores de que o Irã tenha adquirido animais treinados no início dos anos 2000, sem confirmação de programa operacional atual.
O tema ganhou as manchetes após uma entrevista no Pentágono, no dia 5, quando o secretário de Defesa dos EUA foi questionado sobre a existência de “golfinhos kamikazes” na guerra no Oriente Médio. A pergunta surgiu depois de relatos de que Teerã poderia usar golfinhos carregando minas para atacar navios americanos no Estreito de Ormuz. O oficial respondeu com tom irônico: não poderia confirmar nem negar a posse de tais animais, mas disse que o Irã “não tem nenhum”.
A reportagem do The Wall Street Journal, de 30 de abril, citou autoridades iranianas discutindo a possibilidade. A CNBC, porém, afirmou não haver confirmação pública de que o Irã detenha essa capacidade. Ao mesmo tempo, especialistas ressaltam que o uso de mamíferos marinhos em operações militares já é real há décadas.
Contexto histórico
A Marinha dos EUA mantém desde 1959 um programa de treinamento de golfinhos e leões-marinhos para detectar minas, identificar ameaças subaquáticas e realizar vigilância subaquática. Em nenhum momento o treinamento envolve ataques suicidas.
Funções atuais e avaliações técnicas
Especialistas consultados pela CNBC enfatizam que a função principal desses animais é a localização de minas e objetos submersos por meio da ecolocalização. Em áreas com baixa visibilidade, leões-marinhos podem atuar com eficácia complementar a equipamentos.
Panorama estratégico e histórico militar
O uso militar de golfinhos remonta à Guerra Fria. A União Soviética treinou animais para defesa, com parte do programa herdada pela Ucrânia após 1991. A Rússia teria reativado o uso após 2014. Há relatos não confirmados de que o Irã tenha adquirido golfinhos treinados de fontes da era soviética, mas não há evidência pública de programa operacional atual.
Implicações do debate atual
Em meio a tensões no Estreito de Ormuz, os EUA mantêm pressão militar para preservar a navegação na rota estratégica de petróleo. O cessar-fogo, segundo Washington, permanece em vigor, enquanto as autoridades monitoram ações do Irã. A polêmica sobre “golfinhos kamikazes” evidencia um campo pouco conhecido da guerra naval, onde animais treinados se apresentam como complemento de tecnologias de detecção.
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