Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Grupo Pão de Açúcar faz acordo com credores na recuperação extrajudicial

Grupo Pão de Açúcar fecha acordo com a maioria dos credores na recuperação extrajudicial, com dois anos de carência e redução de dívida acima de R$ 2 bilhões

Com a operação, grupo dono das redes Pão de Açúcar projeta redução de mais de R$ 2 bilhões no endividamento
0:00
Carregando...
0:00
  • O Grupo Pão de Açúcar fechou acordo com a maioria dos credores no processo de recuperação extrajudicial de 4,6 bilhões de reais, com adesão de 57% dos credores não operacionais.
  • O acordo prevê dois anos de carência para pagamento e a expectativa de reduzir o endividamento em mais de dois bilhões de reais, com alívio de caixa superior a 4,5 bilhões nos próximos anos.
  • A reestruturação ocorre em três frentes: para credores apoiadores, emissão de cerca de 2,6 bilhões de reais, com 1,5 bilhão em debêntures e 1,1 bilhão em instrumentos conversíveis; para credores não apoiadores, cerca de 2 bilhões de reais com deságio de 70% e vencimento em 2036; e a dívida total sujeita à recuperação fica em cerca de 2,1 bilhões, com maior parte dos pagamentos a partir de 2031.
  • A adesão está condicionada a aportes adicionais equivalentes a 20% da exposição de cada credor, com levantamento aproximado de 200 milhões de reais para liquidez de curto prazo; o pagamento de juros para parte desestruturada começa em 2032.
  • Em 2025, o GPA registrou déficit de capital circulante líquido de cerca de 1,224 bilhão de reais; a empresa encerrou o ano com faturamento de 20,6 bilhões de reais e lucro líquido no quarto trimestre de 2025 de 572 milhões de reais, impactado por melhorias contábeis e efeito de impostos.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) fechou acordo com a maioria dos credores no seu processo de recuperação extrajudicial, iniciado em março. A adesão alcançou 57% dos credores não operacionais, acima do mínimo exigido.

O acordo prevê dois anos de carência para o pagamento de dívidas. O GPA estima reduzir o endividamento em mais de R$ 2 bilhões e gerar alívio de caixa superior a R$ 4,5 bilhões nos próximos anos, aumentando a previsibilidade financeira.

Estrutura da reestruturazione

Para os credores apoiadores, o GPA planeja emitir cerca de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão em debêntures com carência de dois anos. Amortização entre 2028 e 2031, com pagamentos de 4% (2028/2029) e 76% em 2031.

Outros R$ 1,1 bilhão correspondem a instrumentos conversíveis em ações, com janelas de conversão em 2027, 2029, 2030 e 2031.

Condições e necessidades de funding

A adesão depende de aportes mínimos de 20% da exposição de cada credor em operações como capital de giro ou novas debêntures. O GPA busca levantar cerca de R$ 200 milhões adicionais para liquidez de curto prazo.

Para credores não apoiadores, aproximadamente R$ 2 bilhões foram reestruturados com deságio de 70%, reduzindo a dívida em cerca de R$ 600 milhões e com vencimento em 2036. Juros começam em 2032.

Impacto na dívida e no caixa

Com o acordo, a dívida sujeita à recuperação fica em cerca de R$ 2,1 bilhões, com mais de 70% dos pagamentos a partir de 2031. A empresa afirma que as exigências de desembolso no curto prazo caem.

A operação deve reduzir o desembolso financeiro em cerca de R$ 4,5 bilhões nos próximos dois anos, ante uma necessidade prevista de aproximadamente R$ 5,2 bilhões.

Contexto financeiro e atuação da empresa

O GPA, dono das redes Pão de Açúcar, encerrou 2025 com faturamento de R$ 20,6 bilhões e 37 mil empregados, em 728 lojas. O fluxo de caixa de operações foi de R$ 669 milhões, enquanto o custo financeiro líquido subiu para R$ 920 milhões.

O endividamento de curto prazo avançou para R$ 1,7 bilhão, frente a R$ 850 milhões em 2024. O Ebitda ajustado ficou em R$ 1,75 bilhão, em 2025, com crescimento de 5,2%.

No quarto trimestre de 2025, o GPA reportou prejuízo líquido de R$ 572 milhões, ante R$ 1,104 bilhão no mesmo período de 2024. A redução foi impulsionada por efeito contábil na linha de imposto de renda.

A direção atribui parte da melhora ao reconhecimento de ativo fiscal diferido ligado a impairment na venda de participação na FIC. Considerando operações continuadas, o prejuízo de acionistas ficou em R$ 523 milhões.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais