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IA transforma casas em fontes de dados para comodidade

IA transforma condomínios em geradores de dados, conectando serviços por plataforma; benefício para moradores e empresas, com riscos de privacidade

Alexandre Frankel, CEO da Housi: "o prédio é um hardware analógico que pode ser digitalizado"
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  • A inteligência artificial, aliada a outras tecnologias, transforma condomínios em fontes de dados para oferecer comodidade e serviços a moradores e empresas.
  • A plataforma da Housi oferece desde minimercados até carregadores para carros elétricos, passando por limpeza, bikes compartilhadas e cuidados para idosos; a instalação depende do interesse e do espaço disponível.
  • A empresa atua hoje em cerca de 320 mil unidades em aproximadamente 1.600 condomínios, em 230 cidades brasileiras, com todas as transações gerenciadas por seus aplicativos.
  • Os dados de consumo e horários dos moradores são usados para ajustar serviços e o mix de produtos, com o objetivo de aumentar a eficiência e a satisfação, sempre de forma macro e não individual.
  • O modelo de negócios prevê participação da Housi em cada transação, com benefício aos condomínios, que recebem parte da receita para reduzir custos, enquanto os equipamentos ficam com os fornecedores.

A inteligência artificial está ajudando a transformar condomínios no Brasil em ecossistemas de serviços, com dados gerados no interior das casas orientando opções disponíveis para moradores e empresas. A aposta ocorre em parceria com tecnologias que conectam tijolos e concreto a plataformas digitais.

A empresa paulista Housi criou uma plataforma que oferece desde minimercados até carregadores para carros elétricos, limpeza, bikes compartilhadas e cuidados para idosos. A instalação depende do interesse do condomínio e do espaço disponível.

Segundo o CEO Alexandre Lafer Frankel, o prédio funciona como um hardware analógico que pode ser digitalizado para melhorar a vida das pessoas. Cada condomínio recebe uma curadoria de serviços adaptada às condições locais.

A Housi já atende hoje cerca de 320 mil unidades em aproximadamente 1.600 condomínios, em 230 cidades do Brasil. Todas as transações são gerenciadas por meio de aplicativos, gerando um fluxo de dados relevante para a empresa e para fornecedores.

O material gerado permite entender hábitos de consumo, horários e dias de maior demanda, segundo Frankel. Ele afirma que esses dados têm valor para a indústria, inclusive para experimentação de novos produtos, ao contrário do varejo tradicional.

O morador se beneficia por meio do ajuste de serviços e do mix de produtos oferecidos. Em um caso citado pela empresa, o minimercado de um condomínio passou de chinelos para água mineral, elevando o faturamento da loja em várias vezes.

Há riscos inerentes ao uso de dados, principalmente por envolver informações associadas a cada usuário. Frankel diz que a empresa utiliza os dados de forma macro, sem identificação individual, e garante que não há compartilhamento com fornecedores.

O modelo de negócios da Housi prevê participação da empresa em uma porcentagem de cada transação. Os equipamentos são de fornecedores, que, por meio da plataforma, alcançam novos canais com custos baixos. O condomínio recebe parte da receita gerada, tornando serviços mais acessíveis aos moradores.

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