- O Itaú Unibanco divulgou resultados do 1T26: lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões, alta de 10,4% em relação ao 1T25.
- O ROE recorrente atingiu 24,8%, subindo 2,3 p.p. na comparação anual.
- A carteira de crédito total fechou março em R$ 1,48 trilhão, aumento de 9% frente ao mesmo período do ano anterior.
- O crescimento ocorreu em linhas de maior margem, com consignado privado avançando 19% no trimestre e participação no crédito imobiliário chegando a quase 60% entre bancos privados.
- A eficiência caiu para 34,9%, a inadimplência ficou em 1,9%, e o guidance para o ano permanece inalterado, com margens preservadas em 9,1%.
O Itaú Unibanco (ITUB4) informou os resultados do 1T26. O lucro recorrente gerencial foi de R$ 12,3 bilhões, alta de 10,4% frente ao 1T25. O ROE recorrente anualizado atingiu 24,8%, avanço de 2,3 p.p. na comparação anual.
A carteira de crédito total, sem câmbio, somou R$ 1,48 trilhão no fim de março, aumento de 9% ante o mesmo período de 2025. O resultado indica ganho de participação de mercado em frentes de maior margem.
Desempenho por segmento e margem
Especialistas destacam que o Itaú expandiu crédito em áreas mais rentáveis, fortalecendo a posição de mercado. O crédito consignado privado cresceu 19% no trimestre, em linha com a estratégia de captar em linhas com maior retorno.
No crédito imobiliário, o banco também ampliou participação entre os privados, aproximando-se de 60%. Mesmo com competição, a instituição conseguiu manter a margem líquida estável e o spread acima de 9%.
Estrutura de custos e eficiência
A taxa de eficiência ficou em 34,9%, informou o banco, o menor nível já registrado. A inadimplência permaneceu em 1,9%. Ainda segundo analistas, o Itaú abriu mão de tarifas na entrada para conquistar clientes, ajudando a sustentar o share de mercado sem comprometer o custo do crédito.
O desempenho estrutural é visto como baseada na capacidade de manter margens estáveis mesmo com ambiente competitivo, incluindo atuação de fintechs que ainda não replicam o modelo de negócios do Itaú.
Perspectivas e avaliação de mercado
O mercado vê o ROE de 24,8% como base estrutural de rentabilidade, não apenas efeito de juros elevados. A avaliação também aponta que o balanceamento entre volume, mix de produtos e eficiência sustenta o resultado.
O papel é considerado com potencial de recuperação de valuation, visto que o balanço demonstra resiliência e o guidance para o ano permanece inalterado. A visão é de que o Itaú está bem posicionado para fases de queda de juros.
Destaques operacionais
O Itaú manteve o controle de spreads e o custo de crédito, mesmo com entrada de concorrência. O VaR de juros apresentou aumento no trimestre, o que exige atenção, mas não altera a visão de rentabilidade sustentável.
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