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Klabin tem prejuízo de 520 milhões no 1º tri com câmbio e Monte Alegre

Klabin registra prejuízo líquido de R$ 520 milhões no 1º tri, com efeito do câmbio e parada de Monte Alegre; receita cresce 2% sustentada por volume

Klabin celulose longa — Foto: Klabin / Reprodução
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  • A Klabin terminou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido atribuível aos controladores de 520 milhões de reais, revertendo lucro de 401 milhões no mesmo período de 2025; o prejuízo consolidado ficou em 497 milhões de reais.
  • A receita líquida avançou 2%, para 4,9 bilhões de reais, sustentada inteiramente por volume; vendas totais cresceram 12% na comparação anual, com 110 mil toneladas adicionais entre os três segmentos; o câmbio médio caiu de 5,85 para 5,26 reais por dólar.
  • O Ebitda ajustado ficou em 1,7 bilhão de reais, queda de 10% frente ao 1º tri de 2025, com margem de 34% (de 38%); o ganho de volume foi de 257 milhões de reais, mas o câmbio retirou 215 milhões e a parada em Monte Alegre, 215 milhões; a manutenção durou 14 dias e custou 124 milhões.
  • Os custos de produtos vendidos subiram 7%, para 3,86 bilhões de reais; alavancagem em dólar ficou estável em 3,3 vezes e, em reais, caiu de 3,3x para 3,1x; a empresa resgatou antecipadamente 1,2 bilhão de reais em Green Bonds de 2027, reduzindo o custo médio da dívida externa para 5,1% ao ano.
  • O fluxo de caixa livre ficou negativo em 404 milhões de reais, pressionado por investimentos de 839 milhões (alta de 39%) e pelo capital de giro de 433 milhões; há expectativa de recuperação gradual de preços de celulose e de transmissão dos reajustes para contratos nos próximos trimestres.

A Klabin encerrou o 1º trimestre de 2026 com prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 520 milhões, ante lucro de R$ 401 milhões em igual período de 2025. O resultado foi impactado pela apreciação do real frente ao dólar, pela parada programada de manutenção em Monte Alegre e por efeitos contábeis não recorrentes ligados à reavaliação de ativos biológicos, que pesaram R$ 764 milhões no resultado.

O prejuízo consolidado ficou em R$ 497 milhões, contra lucro de R$ 446,5 milhões no 1º tri de 2025. A receita líquida subiu 2%, para R$ 4,9 bilhões, sustentada pelo volume de vendas, com aumento de 12% nas vendas totais e 110 mil toneladas a mais entre os segmentos.

O EBITDA ajustado somou R$ 1,7 bilhão, redução de 10% frente ao 1º tri de 2025, com margem de 34%. O ganho por maior volume foi compensado pelo câmbio e pela parada de Monte Alegre, que somaram R$ 430 milhões.

Fatores que impactaram os resultados

A variação cambial reduziu em conjunto R$ 430 milhões do resultado, com câmbio médio caindo de R$ 5,85 para R$ 5,26 por dólar. A parada de 14 dias em Monte Alegre teve custo direto de R$ 124 milhões e preparada para nova caldeira, elevando investimentos sem retorno imediato.

Os custos de produtos vendidos avançaram 7%, para R$ 3,86 bilhões. A alavancagem em dólares ficou estável em 3,3x; em reais, caiu para 3,1x, influenciada pela apreciação do real. A Klabin resgatou antecipadamente R$ 1,2 bilhão em Green Bonds de 2027, reduzindo o custo médio da dívida externa.

O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 404 milhões, pressionado por investimentos de R$ 839 milhões, incluindo projetos para a caldeira de Monte Alegre, e pelo aumento do capital de giro devido a pagamentos a fornecedores.

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