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Klabin vende mais papel em 2026, mas lucra menos

Klabin vende mais no início de 2026, porém lucro cai com valorização do real; dívida cai e Fitch eleva perspectiva de estável para positiva

Fábrica da Klabin e o dilema do exportador: dólar em queda faz encolher receita em reais
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  • Receita líquida do primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 4,9 bilhões, +2% frente ao mesmo período de 2025, com volume total de vendas (excluindo madeira) de 1,016 milhão de toneladas, +12%.
  • EBITDA ajustado caiu 10%, para R$ 1,7 bilhão, e a margem passou de 38% para 34%, influenciada pela valorização do real e pela parada de manutenção da fábrica de Monte Alegre (14 dias, custo direto de R$ 124 milhões).
  • A variação cambial pesou: o dólar médio caiu de R$ 5,85 para R$ 5,26, elevando volumes, mas a receita dolarizada teve conversão menos favorável, reduzindo ganhos.
  • A celulose vendeu 16% a mais (401 mil toneladas); papéis cresceram 15% com impulso do containerboard no exterior; embalagens cresceram 6% na receita, para R$ 1,8 bilhão, puxadas pelo papelão ondulado.
  • Prejuízo líquido de R$ 497 milhões no trimestre, impactado por efeito contábil de ativos biológicos (-R$ 764 milhões). Dívida líquida caiu para R$ 24 bilhões; dívida bruta recuou R$ 3,9 bilhões, com melhoria do perfil de credores (Fitch) para positiva, mantendo BB+.

A Klabin divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 com crescimento de volumes e receita, mas com queda de lucratividade. A empresa registrou receita líquida de 4,9 bilhões de reais, alta de 2% ante o mesmo período de 2025, com vendas totais (exceto madeira) de 1,016 milhão de toneladas, 12% acima.

O desempenho, porém, não foi suficiente para sustentar o EBITDA ajustado, que caiu 10%, para 1,7 bilhão. A margem EBITDA recuou de 38% para 34%, sob pressão da valorização do real e da parada de manutenção de Monte Alegre, fábrica de papel-cartão, por 14 dias, com custo direto de 124 milhões.

O câmbio pesou porque parte significativa da receita depende de exportações e de preços internacionais. O dólar médio do trimestre caiu de 5,85 para 5,26 reais, o que ajudou os volumes, mas não compensou a conversão menos favorável das vendas dolarizadas.

Na célulose, o volume vendido subiu 16%, para 401 mil toneladas. Em papéis, as vendas cresceram 15%, com impulso do containerboard no exterior. Em embalagens, a receita avançou 6%, para 1,8 bilhão, puxada pelo papelão ondulado, com desempenho acima do mercado brasileiro, segundo a empresa.

A Klabin encerrou o trimestre com prejuízo líquido de 497 milhões de reais, ante lucro de 446 milhões de reais no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi impactado por efeitos contábeis sem caixa, ligados à variação do valor justo de ativos biológicos.

Segundo a companhia, a variação dos ativos biológicos teve efeito negativo de 764 milhões no resultado operacional. O cálculo envolve preço da madeira, taxa de desconto, plano de colheita e produtividade das florestas. A geração de caixa operacional permaneceu positiva.

Dívida em queda

A dívida líquida terminou o período em 24 bilhões de reais, frente 25,9 bilhões no fim de 2025, queda de quase 1,9 bilhão em três meses. Em um ano, a redução chega a cerca de 6,4 bilhões. A dívida bruta também recuou 3,9 bilhões no trimestre, com amortizações, pagamentos antecipados e resgate de 230 milhões de dólares em Green Bonds que venceriam em 2027.

O mercado de crédito reagiu, e a Fitch manteve a nota da Klabin em BB+, alterando a perspectiva de estável para positiva. A agência não elevou ainda a nota, mas sinalizou menor risco de deterioração futura, com a empresa reduzindo dívida, gerando caixa e adotando disciplina nos dividendos.

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