- A Kopenhagen lançará o selo K.O.P (Kopenhagen de Origem Protegida em agosto), para cerca de 80 produtos, metade do portfólio.
- O selo acompanhará uma página digital com informações do processo, desde a seleção do cacau nas fazendas até a preparação artesanal na fábrica.
- O objetivo é mostrar que o cacau é livre de desmatamento e de trabalho infantil, além de reforçar compromissos socioambientais da empresa.
- Por ora, o selo não indica a origem exata do chocolate; a empresa avalia a possibilidade de detalhar os fornecedores no futuro.
- A iniciativa envolve cerca de 650 produtores que fornecem matéria-prima, em contexto de debates sobre mudanças climáticas e impacto na produção.
A Kopenhagen anunciou o lançamento de um selo que visa aumentar a transparência da cadeia de produção de seus chocolates. A iniciativa envolve uma página digital com informações sobre o processo, desde a seleção do cacau nas fazendas até a preparação artesanal na fábrica.
A partir de agosto, cerca de 80 produtos, metade do portfólio, vão ostentar o selo K.O.P — Kopenhagen de Origem Protegida. O objetivo é oferecer aos consumidores mais clareza sobre a origem dos ingredientes e as etapas de produção.
O selo não revela a origem exata de cada barra, mas valida compromissos socioambientais da empresa. Entre eles, metas de redução de emissões de gases do efeito estufa, tratamento de 100% dos resíduos e garantia de cacau livre de desmatamento e trabalho infantil, segundo o CEO Fernando Vichi.
A iniciativa envolve cerca de 650 produtores que fornecem cacau. Em uma evolução futura, a empresa avalia indicar a origem de cada fornecedor de forma individual, mas ainda não há confirmação da data.
O selo surge em meio a debates sobre eficiência produtiva e práticas agrícolas. O gerente de agricultura da Nestlé Brasil, Igor Mota, afirma que o rótulo pode incentivar agricultores a reduzir a emissão de CO2 por tonelada de cacau e a adotar práticas regenerativas que aumentem a produtividade.
A cadeia de produção da Kopenhagen envolve a Fazenda Engenho D’Água, na Bahia, que fornece cacau para a Nestlé há quatro anos. Localizada em São Francisco do Conde, a fazenda pratica agroflorestal e tem 69 hectares produtivos, além de exportar matéria-prima para grandes moageiras do setor.
A fábrica da Kopenhagen funciona em Extrema, Minas Gerais, com 765 empregados. A unidade consome grande parte do licor e da manteiga de cacau utilizados pela marca, que mantém fórmulas históricas intactas desde a aquisição pela Nestlé. A companhia ressalta o respeito à tradição na produção de seus doces clássicos.
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