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Nova-Velha Economia ganha espaço no debate econômico

Após quinze anos e bilhões via Pix, a energia coletiva permanece, mas é capturada; o desafio é conectar capital institucional à energia popular

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  • A Benfeitoria foi criada em 2011 como a primeira plataforma de financiamento coletivo com comissão livre, mobilizando R$ 400 milhões de mais de 1 milhão de pessoas e instituições para quase quinze mil projetos ao longo de quinze anos.
  • O Pix move cerca de R$ 2 trilhões por ano em micropagamentos entre pessoas, com pelo menos 1% como cunho social, equivalente a aproximadamente R$ 20 bilhões anuais, maior fundo de fomento privado em sentido amplo.
  • O principal desafio não é a falta de dinheiro, mas a falta de arquitetura que conecte capitais financeiro e não financeiro entre circuitos institucionais e iniciativas populares, hoje isolados.
  • O ecossistema de fomento precisa ser conectado entre o público, o privado e o popular para ampliar liberdade, legitimidade e escala, evitando captura da intenção e a distorção de propósitos.
  • A aposta para os próximos anos é usar a inteligência artificial com cautela e valorizar outras formas de inteligência coletiva, mantendo o princípio de “fazer junto” como motor de mudança.

O texto analisa como a Nova-Velha Economia, nasceu a partir da Benfeitoria, a primeira plataforma de financiamento coletivo com comissões livres, em 2011, no Brasil. A intenção era ampliar a participação popular na construção de projetos sociais, mas o modelo acabou capturado pela lógica das plataformas.

A criadora da Benfeitoria reflete sobre 15 anos de trajetória, com bilhões circulando por meio do Pix e mais de 1 milhão de pessoas envolvidas. O foco não é a escassez de recursos, e sim a conexão entre capital institucional e energia popular, ainda que exista uma enorme capacidade de mobilização social.

O objetivo do aporte coletivo ganhou densidade durante a pandemia, mas a arquiteta do movimento aponta uma desconexão entre os circuitos de financiamento e as demandas reais do campo. O dinheiro circula, porém a comunicação entre diferentes agentes não acompanha a velocidade da inovação.

A análise aponta que o problema central não é a falta de dinheiro, e sim a ausência de uma arquitetura que conecte recursos institucionais, privados e populares. O capital institucional tende a gerar relatórios e metas, mas nem sempre transforma culturas e práticas.

Segundo a autora, a filantropia e o fomento precisam de redes mais integradas entre poder público, iniciativa privada e popular. O desafio é proteger a energia cidadã da captura por interesses que desviam a finalidade original.

A reportagem recomenda acelerar o redesenho de mecanismos de apoio, com ênfase na proteção de intenções e na facilitação do encontro entre diferentes formas de capital. A ideia é repensar como o fazer juntos pode ampliar impacto sem perder a essência coletiva.

Ao olhar para o futuro, a autora enfatiza o uso responsável de tecnologias, especialmente a inteligência artificial, sem abandonar a inteligência humana de conexão afetiva, colaboração e criação. A expressão coletiva é apresentada como ferramenta essencial de resgate do entusiasmo e da participação social.

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